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Venda de frescos pode voltar ao Mercado do Bom Sucesso no Porto

Venda de frescos pode voltar ao Mercado do Bom Sucesso no Porto

O novo concessionário do Mercado do Bom Sucesso, no Porto, deverá manter a praça da alimentação e retomar a venda de frescos na parte de trás do edifício, como chegou a acontecer aquando da sua reabertura.

O esclarecimento surgiu na sequência da intervenção da deputada do PS Maria João Castro que questionou o executivo, na reunião desta segunda-feira, sobre se já tinha dado entrada algum projeto de alteração do projeto para o imóvel classificado como Monumento de Interesse Público.

"Em primeiro lugar, não entrou nenhum projeto de alteração. Se entrar, será avaliado naturalmente pelos serviços e será enviado para as entidades competentes na área da Cultura", começou por esclarecer o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

A autorização da transmissão da totalidade do capital social da Sociedade Mercado Urbano - Gestão Imobiliária, S.A. para a Mercado Prime, estrutura empresarial pertencente ao Grupo Amorim, e a Sonae Sierra, foi aprovada em dezembro, com a abstenção do PS e voto contra da CDU, tendo Moreira deixado a garantia que existem, no caderno de encargos, "salvaguardas suficientes" para impedir que o Mercado do Bom Sucesso venha a ser transformado num supermercado, como avançou o Jornal de Notícias a 20 de dezembro.

À data, aquela publicação noticiava que a Mota-Engil ia deixar de gerir o Mercado do Bom Sucesso, passando para as mãos de uma parceria entre a Mercado Prime e a Sonae Sierra, que ali "quer instalar um Continente Bom Dia", devendo assim sofrer alterações e entrar em obras.

Na sequência destas notícias, o autarca questionou à Sonae Sierra se tinham em vista acabar com a praça da alimentação existente, ao que lhe foi respondido que não.

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"Eles têm uma estratégia para ali que passa por manter aquela área - naturalmente gerindo-a da forma como eles sabem gerir - e haverá uma parte - que é a parte de trás onde se venderam frescos - onde pretendem continuar a vender frescos. Foi isso que nos foi dito", revelou, acrescentando ter sido indicado que não iria haver nenhuma alteração do projeto.

Na semana passada, em resposta à Lusa, a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) esclareceu que, tratando-se de um Monumento de Interesse Público (MIP), "qualquer alteração infraestrutural no edifício do Mercado do Bom Sucesso está sujeita a parecer prévio, não tendo até àquele momento dado entrada qualquer pedido".

O Mercado do Bom Sucesso foi classificado pelo Ministério da Cultura como Monumento de Interesse Público (MIP) em 25 de janeiro de 2011, no dia em que a autarquia assinou com a empresa Mercado Urbano (subsidiária da bracarense Eusébios & Filhos, SA), o contrato de concessão e requalificação do Mercado do Bom Sucesso. Quando as obras começaram, foi revelada a entrada da Mota-Engil no capital da empresa responsável pela requalificação do mercado.

Na página oficial do Mercado Bom Sucesso, lê-se que "a reabilitação do edifício passou não só pelas suas estruturas, como pelo próprio conceito de mercado sem, contudo, retirar a alma deste espaço tão característico", tendo a recuperação arquitetónica avançado "para a opção de criação de um hotel com 85 quartos, de um conjunto de escritórios, uma área comercial de 44 bancas, 23 lojas e um mercado de frescos, no total de 3.200 metros quadrados".

Em termos de conceito, lê-se no mesmo texto, "pretendeu-se dar um outro rumo ao Mercado Bom Sucesso optando por um novo mercado direcionado para uma cidade cada vez mais movimentada e que dita tendências".

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