Porto

Vendedores do Cerco desesperam pelo Feiródromo prometido

Vendedores do Cerco desesperam pelo Feiródromo prometido

Os comerciantes da extinta Feira do Cerco, no Porto, queixaram-se, este domingo de manhã, de milhares de euros de prejuízos e culpam a Câmara do Porto pela demora na criação do prometido Feiródromo.

"Estamos revoltados e desanimados. Dos feirantes que foram inicialmente transferidos para aqui restam sete. Não temos qualquer apoio das entidades e desde o início do ano só acumulámos prejuízos porque com a mudança perdemos a quase totalidade dos clientes que tínhamos quando a feira se realizava junto ao Bairro do Cerco", afirma Virgínia Silva.

A feirante que vende frutas e azeitonas diz que a sua faturação "tem tido uma quebra na ordem dos 99%", situação semelhante à dos restantes comerciantes que transitaram para a Avenida 25 de Abril e que, ontem de manhã, teve de ser cortada ao trânsito por eles, "porque os fiscais da Câmara não apareceram".

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Ainda numa das últimas reuniões do executivo, o vereador das Atividades Económicas, Ricardo Valente, anunciou que o processo de criação de um Feiródromo em Campanhã estava a decorrer dentro do esperado, sem revelar ainda um local e data específica para a sua abertura.

O encerramento definitivo da Feira do Cerco foi decretado pela autarquia no final do ano passado com o compromisso de criar uma nova feira em Campanhã capaz de acolher todos os comerciantes legalizados para exercer a atividade. Na altura, Ricardo Valente justificava a medida com o facto daquela feira ter sido sempre "problemática" embora ninguém politicamente tenha tido "coragem de enfrentar o problema e ele foi-se eternizando".

Em causa estava o facto de a feira ter, antes da pandemia, 251 feirantes, sendo apenas 28 os legalizados e que, por isso, "não pagavam qualquer tipo de taxas ao município". Este espaço, "de enorme contrafação", acabou encerrado em janeiro. "Encontrar um espaço, um feiródromo, que iremos instalar em Campanhã, onde irão decorrer as duas feiras, a Vandoma, e uma feira que iremos renomear para Feira de Campanhã. Estamos a trabalhar com os serviços de Espaço Público e Urbanismo na identificação de um local", afirmou o vereador na altura.

Contactada pelo JN, a Câmara do Porto refere que tinha sido acertado com os comerciantes, na semana passada, serem eles a vedar o espaço.

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