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Voluntários não podem mais dar comida nas ruas da Baixa do Porto

Voluntários não podem mais dar comida nas ruas da Baixa do Porto

Grupos foram convidados a integrar restaurantes solidários ou a intervir noutras zonas do Porto. Estratégia não é consensual entre quem ajuda.

A Câmara do Porto quer acabar com a distribuição de comida a sem-abrigo e a carenciados nas ruas da Baixa. Lembra que com a abertura do terceiro restaurante solidário, no Beco de Passos Manuel, garantiu-se uma resposta "digna" para quem precisa. Nesse contexto, juntamente com a coordenação do NPISA Porto - Núcleo de Planeamento e Intervenção para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, reuniu-se com as associações que distribuem comida e querem continuar com esse apoio, sugerindo a colaboração com o restaurante solidário ou, em alternativa, a servir zonas atualmente a descoberto. No entanto, há associações que discordam da estratégia, até porque continuam a ajudar muitas pessoas, mesmo com os restaurantes solidários a trabalhar.

Foi há 15 dias que a associação Amigos Improváveis - que na quinta-feira assinala um ano de atividade -, recebeu o "ultimato" de que tinha de deixar a zona da Batalha, em frente à igreja de Santo Ildefonso, contou ao JN Isabel Cristina, um dos elementos da equipa de 31 voluntários. "Iremos continuar a estar presentes na Batalha, como sempre estivemos ao longo do nosso ano de existência, independentemente da opinião do Executivo municipal, o espaço público é de todos, até mesmo dos mais desfavorecidos", garantiu Isabel Cristina, dando conta que todas as quintas-feiras distribuem 80 cestas básicas e 120 refeições quentes. Além disso, acrescenta, o trabalho da associação vai "muito para além do simples fornecimento de comida", sublinhando que já várias vezes "acompanharam pessoas ao médico".

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