Ambiente

Resulima tem 180 dias para acabar com o mau cheiro na Póvoa

Ana Trocado Marques

Foto Arquivo/global Imagens

Odor nauseabundo de aterro em Barcelos é há muito contestado. CCDR-N deu prazo para corrigir infrações ou fecha.

A Resulima tem 30 dias para apresentar um plano de ação e 180 dias para resolver os problemas no aterro de Paradela (Barcelos), que, há cinco meses, liberta um cheiro nauseabundo que desespera os moradores de Laundos e S. Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim. Quem o diz é a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional Norte(CCDR-N ). A vistoria, pedida pela Câmara da Póvoa, detetou "várias inconformidades" e "deficiências de exploração". Agora, ou resolve, ou fecha. "É uma vergonha o que ali se passa! Foram dados 30 dias para apresentar um plano para a resolução dos problemas que as populações constatam, bem como deficiências de exploração detetadas", explicou o presidente da Câmara, Aires Pereira, que entre 2013 e 2021 presidiu à Lipor, a gestora de resíduos do Grande Porto. Lixo depositado em aterro sem tratamento, resíduos para os quais a unidade não está licenciada, processos técnicos encurtados de 28 para 14 dias e detritos deixados a céu aberto antes do tempo são apenas alguns dos "problemas graves" detetados pela vistoria, que vem, agora, dar razão aos moradores das duas freguesias poveiras. Gizado o plano, diz ainda a CCDR-N, a Resulima tem 180 dias para corrigir as "inconformidades", caso contrário não será emitida a licença de exploração. O aterro de Paradela custou 28 milhões e começou a funcionar no início do ano. As queixas das duas freguesias vizinhas não tardaram. Dentro de 180 dias, se nada mudar, a Câmara vai agir para que o aterro seja encerrado".