Póvoa de Varzim

ARS Norte adiou encerramento de unidade de saúde de Aver-o-Mar

ARS Norte adiou encerramento de unidade de saúde de Aver-o-Mar

A Administração Regional de Saúde do Norte adiou, pelo prazo de uma semana, o encerramento do centro de saúde de Aver-o-Mar, no município da Póvoa de Varzim.

Por ordem daquele organismo, a unidade iria encerrar, definitivamente, a partir de segunda-feira, uma situação que levou, esta quinta-feira, cerca de uma centena de pessoas ao edifício da ARS Norte (ARS-N), no Porto, como forma de protesto e para mostrarem o seu "descontentamento" por esta decisão.

Carlos Maçães, presidente da junta de freguesia de Aver-o-mar contou que responsáveis daquele organismo lhe comunicaram que o "estado de degradação do espaço" motivou a decisão de encerramento, mas que esta iria ser suspensa "pelo prazo de uma semana".

Entretanto, ficou agendada, para segunda-feira, uma reunião, na Póvoa de Varzim, com "a ARS Norte, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e a diretora da unidade de saúde local", um encontro que servirá para "avaliar, de perto, os problemas do espaço".

Depois, será feito "um levantamento" das carências do edifício aonde funciona a extensão de saúde de Aver-o-Mar e enumeradas as obras que deverão ser ali realizadas, sendo que os trabalhos deverão ficar a "cargo da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal local", esclareceu ainda o autarca.

Para Carlos Maçães, o resultado deste encontro, em que marcou também presença o vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, "foi uma vitória, porque era impensável a população de Aver-o-Mar ficar sem aquela unidade de saúde" que serve mais de "duas mil pessoas".

Além disso, como alternativa, os utentes "teriam que se deslocar à extensão de saúde da freguesia de Amorim, mas, e como não há transporte direto para aquela unidade, essa possibilidade iria causar grandes transtornos", sublinhou ainda.

O deputado do PCP na Assembleia da República Jorge Machado já havia manifestado a sua "indignação" pela decisão de fechar a unidade, considerando ainda que se "as condições das atuais instalações não são as mais desejáveis para um adequado serviço de Saúde, também é verdade que o seu encerramento e consequente deslocação dos utentes de Aver-o-Mar para Amorim ou para outros locais seria ainda mais prejudicial".

É que, além de o Centro de Saúde de Amorim "não estar dotado de muito melhores condições", Jorge Machado insistiu também na "ausência de transporte público entre as duas freguesias", uma situação que iria afetar, sobretudo, "os utentes da terceira idade que já vivem com muitas dificuldades económicas".