Queixas

Mau cheiro do aterro da Póvoa de Varzim pode chegar a tribunal

Mau cheiro do aterro da Póvoa de Varzim pode chegar a tribunal

"Um mau cheiro insuportável". É disso que se queixam os moradores de Rates e Laundos, na Póvoa de Varzim. Em causa está o novo aterro da Resulima, em Paradela, Barcelos. O vice-presidente da Câmara da Póvoa, Luís Diamantino, diz que as queixas já foram enviadas ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Se nada mudar, admite que a autarquia pode "avançar para tribunal". Até lá, "os camiões por território poveiro não passam".

"Se foi licenciado, foi para que não haja cheiros, nem contaminações. Se há, é porque as coisas não estão a ser feitas como foram licenciadas", afirmou Luís Diamantino, que, face aos cheiros "insuportáveis", exige à APA e ao SEPNA "uma monitorização próxima e constante" do aterro.

As queixas dos moradores sucedem-se, sobretudo nas duas freguesias ali mais próximas (Rates e Laundos). A Câmara diz que vai aguardar resposta da APA, mas admite que, se o problema continuar, irá avançar para a justiça e "interpor uma providência cautelar para parar a atividade". "Não vamos pactuar", garante o vice-presidente.

Luís Diamantino acrescenta ainda que, enquanto o incómodo para os poveiros se mantiver, os camiões da Resulima vão continuar impedidos de aceder ao aterro através de vias municipais poveiras.

Em meados de fevereiro, a Resulima admitiu que o aterro podia não estar a funcionar na perfeição, por estar ainda "em fase de testes". Agora, volvido um mês, o problema continua. O aterro de Paradela começou a funcionar no início do ano e é da responsabilidade da Resulima, gere os resíduos dos municípios de Barcelos, Esposende, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

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