Póvoa de Varzim

Militares resgatados da praia da Lagoa ainda estão internados

Militares resgatados da praia da Lagoa ainda estão internados

Continuam internados no Hospital das Forças Armadas, no Porto, os três militares que, na sexta-feira de madrugada, foram arrastados por uma onda na Póvoa de Varzim. As duas mulheres e um homem, todos com cerca de 20 anos, eram colegas de curso de ​​​​​​​Ani Dabó, a jovem primeiro cabo da Amadora que perdeu a vida numa noite de festa que acabou em tragédia.

O grupo de oito militares, quatro rapazes e quatro raparigas, tinha saído do quartel de Beiriz, na Póvoa de Varzim, para comemorar o final do curso de condutor militar que estavam a fazer na Escola dos Serviços (ES), na Póvoa de Varzim. Passaram a noite no Bar da Praia, situado em cima do areal, na praia da Lagoa. Às 4.30 horas, abandonaram aquele espaço de diversão noturna e decidiram ir molhar os pés à praia.

Duas jovens acabaram arrastadas por uma onda. Os amigos fizeram-se ao mar para ajudar. Ani acabariam por não regressar.

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À chegada dos Bombeiros da Póvoa, três jovens estavam já em hipotermia e os quatro rapazes estavam a regressar da água, sem terem conseguido salvar Ani.

Os sete jovens foram transportados ao Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, todos em situação de pré-afogamento, com lesões musculares, em hipotermia e em choque. Ao início da tarde de sexta-feira, quatro tiveram alta e três das vítimas foram transferidas para o Hospital das Forças Armadas, onde ainda permanecem. Estão estáveis, mas ainda a carecer de cuidados hospitais.

O corpo da jovem haveria de ser localizado quase 12 horas depois, 700 metros a sul do local, na praia da Salgueira. Foi resgatado por um helicóptero da Força Aérea.

Ani era natural da Amadora e a mais velha de quatro filhos.

O Exército já anunciou a abertura de um inquérito e está a prestar "apoio psicológico aos familiares" da jovem, bem como aos restantes sete militares.

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