Natalidade

Partos crescem 25% num ano na Póvoa de Varzim. Miguel foi o bebé 1000

Partos crescem 25% num ano na Póvoa de Varzim. Miguel foi o bebé 1000

O parto mil do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde trouxe Miguel, que foi recebido em festa. As obras na unidade deverão trazer ainda mais nascimentos.

"A paciência, a delicadeza... Foram excelentes!", diz Tânia Andrade, sem hesitar. No colo, Miguel dorme, alheio à algazarra que se gerou à sua volta. Aos pais, avós, tios e amigos, soma-se a direção do hospital, o presidente da Câmara e um bando de jornalistas. Afinal, não é todos os dias que se faz o parto mil. O Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde (CHPV/VC) festeja, até porque o aumento consolidado dos nascimentos dá "mais do que motivos para sorrir": 76% em quatro anos, 25% só no último ano. O segredo? A proximidade, o respeito pelas opções dos pais, a humanização do momento.

As águas rebentaram sexta-feira. Miguel nasceu, anteontem, às 12:22, com 2,370 quilos e 46 centímetros. É o primeiro filho de Tânia e Hélder, um jovem casal da freguesia poveira de Aguçadoura.

"Tanta gente do país todo escolhe este hospital que nem hesitei. E o próximo filho será aqui de certeza!", garante a mãe, que foi ali acompanhada desde o início da gravidez. Por isso mesmo, na hora de "aflição", quatro semanas antes do tempo, "sabia exatamente a quem ligar" e sentiu-se sempre "segura". Queria que Miguel nascesse de parto normal e assim foi. Hélder, que esteve à cabeceira "o tempo todo", deu-lhe "o apoio que precisava". E "correu tudo muito bem". O ar tranquilo de Miguel confirma.

Obras em breve

"Em 2015, tivemos o número mais baixo - 737 partos. O ano passado, só chegamos ao parto mil em dezembro. Fechamos o ano com 1040 partos. Este ano, chegaremos aos 1300", diz, orgulhoso, o presidente do conselho de administração, Gaspar Pais. A forma "mais humanizada" de acolher as grávidas e o plano de parto, nos quais o CHPV/VC foi pioneiro, "trouxeram gente de todo o país" e são, hoje, "uma referência nacional".

O presidente da Câmara, Aires Pereira, saúda o "sinal importante" da vitalidade do hospital. Sabendo que as condições hoteleiras, "não são as melhores", diz, o aumento dos partos é fruto "da dedicação e do profissionalismo da equipa". O "serviço de excelência", "mais do que justifica" os investimentos que, agora, estão a ser preparados e nos quais a autarquia vai investir 1,5 dos cinco milhões de euros.

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Na obstetrícia, as obras estarão concluídas no final do 1.º semestre. Haverá novos quartos, todos com casa de banho privativa, e, resolvido o "calcanhar de Aquiles", os partos tenderão a aumentar ainda mais e talvez o mil não volte a ser notícia.

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