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Presidente da Câmara da Póvoa aconselhado a reforçar vigilância após ameaça

Presidente da Câmara da Póvoa aconselhado a reforçar vigilância após ameaça

O presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, o vice-presidente, Luís Diamantino, e o presidente da Assembleia Municipal, Afonso Pinhão Ferreira, foram aconselhados a alterar rotinas e redobrar cuidados. Em causa os três envelopes que receberam, na terça-feira, contendo uma ameaça de morte e uma bala. Aires Pereira está "preocupado", mas, sobretudo, "incomodado com a intolerância" de quem não aceita uma decisão tomada por uma maioria democrática.

"O intendente da PSP responsável pelo caso aconselhou-me a alterar as minhas rotinas diárias, ter algum cuidado, estar mais atento e evitar andar sozinho. Em situações públicas que seja expectável haver um grande aglomerado de pessoas - inaugurações, concertos ao ar livre, feiras, etc. - temos que os avisar", explicou, ao JN, o presidente da Câmara.

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A PSP está, agora, a avaliar a credibilidade das ameaças e a necessidade de segurança pessoal para os três autarcas, mas, por agora, cautela é a palavra de ordem. Aires Pereira não queria segurança e vê com tristeza o caso: "Isso é a negação do poder autárquico. O poder autárquico é andar na rua, falar com as pessoas, ir ao café, sentir o concelho, mas, neste momento, a PSP já me informou que a decisão não é minha".

"Em 32 anos [no poder autárquico], é a primeira vez que passo por um situação destas. É lamentável", rematou o edil, que foi vereador entre 1989 e 2013 e preside, desde então, à autarquia poveira.

Recorde-se que, conforme o JN ontem noticiou, os três autarcas receberam os envelopes com a bala e o texto: "Não é uma ameaça, muito menos um aviso, é uma previsão. Ou uma destas na testa. A vossa escolha é fácil. Não vamos gastar mais munições com envelopes". Os três não têm dúvidas que a "tresloucada ameaça" é uma "tentativa desesperada" de "uma minoria" de travar a demolição da Praça de Touros, sufragada nas eleições, esgotados que estão todos os recursos interpostos em tribunal. Por isso mesmo, a queixa já foi formalizada e acompanhada de cópia de todas as ameaças deixadas nas redes sociais.

Entretanto, no que toca à Praça de Touros, a demolição termina hoje. No lugar da praça vai nascer um pavilhão multiusos com capacidade para três mil pessoas, destinado a concertos, espetáculos, feiras, congressos e provas desportivas, mas sem possibilidade de receber touradas.

A obra deveria ter arrancado em 2020, mas foi travada por uma providência cautelar interposta pela Patripove - Associação de Defesa e Consolidação do Património Poveiro. De recurso em recurso, o caso andou quase dois anos em tribunal, que acabou a dar razão à autarquia. Agora, a Câmara da Póvoa já fez saber que quer ser ressarcida pelos prejuízos causados pela paragem dos trabalhos.

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