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Urgência do Hospital da Póvoa a funcionar e negociações continuam

Urgência do Hospital da Póvoa a funcionar e negociações continuam

As negociações vão continuar e, até lá, os médicos ficarão em funções, mantendo-se o normal funcionamento da Urgência. Quem o diz é a administração do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde (CHPV/VC), que, esta tarde, reuniu com os nove chefes da equipa de Urgência que, na noite da consoada, apresentaram a demissão.

A administração diz estar a fazer todos os possíveis para "ultrapassar" a "grave carência de recursos humanos" denunciada.

"O conselho de administração reuniu com os médicos subscritores do pedido de demissão, mantendo-se em curso os trabalhos, com vista a ultrapassar os constrangimentos identificados. Os nove médicos mantêm-se, no entanto, em funções, assegurando o normal funcionamento do serviço de Urgência", afirmou, em comunicado, a administração, liderada por Gaspar Pais, que, durante toda a tarde, reuniu com os chefes da equipa demissionários.

Conforme o JN noticiou, os nove chefes da equipa de Urgência (todos à exceção da diretora do serviço) apresentaram a demissão na noite da consoada, às 20:44. A situação foi denunciada no dia 25 pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

"A demissão coletiva é motivada pela grave carência de recursos humanos médicos no serviço de Urgência daquele centro hospitalar, que já não permite assegurar cuidados em segurança para os doentes", denunciou o SIM. A título de exemplo, explica, a 31 de dezembro e 1 de janeiro, "há apenas dois médicos escalados em vez dos cinco" necessários e nenhum clínico na ginecologia/obstetrícia, "sem que tenha havido qualquer aviso às grávidas de que a Urgência de obstetrícia estará encerrada".

O Sindicato acrescenta ainda que a situação tem vindo a ser "comunicada reiteradamente por parte dos médicos, sem que até agora tenha havido qualquer solução".

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Apesar da demissão, os chefes da equipa mantiveram-se em funções e a Urgência continuou a funcionar normalmente durante todo o fim de semana. Para esta segunda-feira, estavam agendadas as reuniões. Agora, o diálogo ainda não acabou, mas já há a garantia que a Urgência manterá, até lá, o serviço normal.

Recorde-se que, no início do mês, a Urgência Cirúrgica do CHPV/VC esteve duas noites encerrada por falta de médicos. A administração disse, na altura, que era "uma dificuldade pontual, mercê da época festiva", período em que, ano após ano, se repetem os problemas na contratação de médicos tarefeiros. O SIM já na altura falava num "ponto de rutura" do serviço de Urgência do CHPV/VC, que serve uma população de 150 mil habitantes.

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