Autárquicas

Novo presidente em Santo Tirso sensibilizado com a "festa do povo"

Ana Correia Costa

Alberto Santos no primeiro contacto com a população após a recandidatura

Foto Pedro Granadeiro/global Imagens

Com chás e rebuçados de limão, Alberto Costa tentava, ontem, recompor a voz que lhe ficara rouca, quase em afonia, no rescaldo da noite que o fez protagonista do melhor resultado eleitoral de sempre em Santo Tirso.

E se os históricos 60,3% dos votos no PS que o elegeram presidente da Câmara pela primeira vez - ocupava o cargo desde junho de 2019, mas devido à renúncia de Joaquim Couto - o deixaram francamente satisfeito, a festa que o povo lhe armou em seguida deixou-o "sensibilizado".

"Nunca senti tanto calor humano. Fiquei mesmo muito emocionado com a manifestação de carinho", confessava o socialista, ontem à tarde, ao JN, depois de mais um chá com limão e entre as saudações de populares com quem se foi cruzando no curto percurso entre o Café Del Rock e a Câmara. "Daqui a quatro anos, vai ganhar com maioria absoluta outra vez", profetizava um munícipe que o abordou na Praça do Município.

"Foi, de facto, uma onda muito grande que se criou durante este caminho", agradecia Alberto Costa, reconhecendo o "amplo apoio manifestado por todas as pessoas" que se reviram na candidatura "Santo Tirso. Crescemos lado a lado", que conquistou as 14 juntas de freguesias, mais um vereador e um deputado na Assembleia Municipal para o PS e, para a Câmara, superou os 56% de votos alcançados por Couto em 1989.

"As pessoas querem, verdadeiramente, ver projetos políticos, e o único consistente que existia era o nosso", analisava o autarca, afirmando que houve "votos que saíram, claramente, do PSD/CDS", dois partidos que voltaram a unir-se para concorrer às autárquicas no concelho e que acabaram por sofrer uma pesada derrota.