Cronologia

As horas que deixaram 54 animais mortos e dezenas feridos em Santo Tirso

As horas que deixaram 54 animais mortos e dezenas feridos em Santo Tirso

As horas de horror que se viveram na serra da Agrela, em Santo Tirso, em dois abrigos ilegais para animais.

Em 2017, e na sequência de uma denúncia, o DIAP do Porto moveu um processo-crime por maus-tratos aos abrigos "Cantinho das Quatro Patas" e "Abrigo de Paredes", ambos na serra da Agrela, mas o processo acabaria arquivado.

O fogo que na sexta-feira à tarde tinha saltado de Sobrado, Valongo, para Agrela, Santo Tirso, já tinha feito soar os alarmes, por existirem dois abrigos com centenas de cães na serra.

No sábado à tarde, voltou a suceder o mesmo, mas as chamas conseguiram alcançar o abrigo "Cantinho das 4 Patas", que ardeu, deixando carbonizados vários cães. Associações de proteção animal e membros do PAN acorreram ao local, mas as proprietárias do abrigo informaram que tudo estava bem.

Durante a madrugada, vários elementos ligados à proteção animal tentaram aceder ao espaço, a fim de retirar os animais que resistiram às chamas, mas o acesso foi vedado pela GNR, que alega que, "por indicação do veterinário municipal", foram "retirados apenas os animais feridos", "havendo condições para que os restantes animais permanecessem no local".

No domingo de manhã, várias pessoas concentraram-se junto ao portão do abrigo, onde permaneciam militares da GNR, para tentar retirar os animais sobreviventes. Durante a tarde, juntaram-se centenas de pessoas, que acabaram por invadir os dois abrigos e retirar os animais.

A Câmara de Santo Tirso contabilizava, ao final da tarde de domingo, 54 animais mortos, dos quais 52 cães e dois gatos. Segundo a autarquia, 113 animais foram realojados em canis municipais e associações e os restantes 77 foram acolhidos por particulares.

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