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Incêndio que matou cães "não foi um ponto de viragem"

Incêndio que matou cães "não foi um ponto de viragem"

Há um ano, o país indignava-se em direto - primeiro nas redes sociais, depois nas televisões - perante os cadáveres carbonizados dos 73 animais que morreram no incêndio que trepou a serra da Agrela, em Santo Tirso.

O fogo devorou dois abrigos ilegais onde havia vários anos sobreviviam centenas de bichos em condições deploráveis. Mas, quando os holofotes saíram de cena, a revolta fez-se silêncio; e, hoje, as associações de proteção animal constatam que o sucedido "não foi um ponto de viragem".

A fúria popular que, após o fogo invadiu o Cantinho das Quatro Patas - onde morreram os animais - e o Abrigo de Paredes, afrontou a GNR, tentou agredir as donas dos espaços (ambas estão a responder a um processo-crime), disparou ameaças de morte e se propôs "fiscalizar" vários abrigos, chegando a invadir alguns pelo país, amainou e não teve tradução direta em adoções. Ou numa continuidade de apoios às associações, após o "boom" que se seguiu ao incêndio.

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