Candidato do PS a Santo Tirso

"Nunca se investiu tanto em água e saneamento"

"Nunca se investiu tanto em água e saneamento"

Alberto Costa é o candidato do PS à Câmara de Santo Tirso e acredita que a população vai reconhecer o trabalho feito nos últimos anos.

Alberto Costa tornou-se presidente da Câmara de Santo Tirso de um dia para o outro, quando Joaquim Couto foi acusado de corrupção e renunciou ao mandato a meio de 2019. Um ano depois, o socialista enfrentou a polémica gerada pela morte de 73 animais num fogo que atingiu dois abrigos ilegais na serra da Agrela, mas crê que os munícipes saberão reconhecer o trabalho feito desde 2013. Promete investir em várias áreas e garante que o preço da água vai baixar.

Assumiu a presidência com a renúncia de Joaquim Couto, e, um ano depois, deu-se o incêndio que matou animais na Agrela. Teme que estes tumultos se reflitam nos resultados de setembro?

Acho que as pessoas vão ser soberanas e ajuizar. Espero que tenha ficado claro que a competência para licenciar e encerrar os canis é da DGAV [Direção-Geral de Veterinária] e não da Câmara. O incêndio foi uma fatalidade que todos repudiamos, mas não se pode dizer que a responsabilidade era da Câmara e que não estávamos a fazer o nosso trabalho. Este é um problema de âmbito nacional, e o Estado tem de saber dar resposta.

Quais as suas prioridades?

Tenho cinco eixos estratégicos: coesão social, transição climática, transição digital, investimento no emprego e a reabilitação urbana. Na área do emprego vamos avançar para o Invest 3.0, com mais parcerias, maior rede e novo tipo de incentivos e apoio aos investidores. A requalificação do espaço público é um problema que quero resolver, e vamos requalificar o espaço exterior da feira. Construir um pavilhão desportivo no Vale do Leça também é uma prioridade, e vamos avançar com a reabilitação urbana de Vila das Aves. Mas sem esquecer a juventude, o desporto e a cultura. E quero delegar mais competências nas juntas, com a respetiva atribuição da mochila financeira.

Em dezembro, anunciou o resgate da concessão da água. O que o fez recuar e optar pela renegociação?

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Não disse que fiz renegociação ou dei um passo atrás. Na altura, tentei a renegociação e não foi possível, a rescisão não dependia só de nós, e optei pelo resgate. Mas o Município sempre esteve aberto ao diálogo. Neste momento é precoce dizer qualquer coisa. O que posso garantir é que vamos deixar de ter a água mais cara do país e que os 35% que garantia de abaixamento [do preço] vão ser conseguidos.
O concelho tem uma cobertura deficitária de água e saneamento, sobretudo no Vale do Leça. Que planos tem para esta área?

Nunca se investiu tanto em água e saneamento como nos últimos dois mandatos. Tivemos nove milhões de investimento em saneamento e atingimos uma taxa de cobertura de cerca de 85%, estando em marcha mais candidaturas. Quanto à água, na área da concessão da Indaqua temos uma cobertura de 94% e vamos continuar a investir. Na área do vale do Leça, conseguimos uma solução com a Águas do Norte, e a rede que era de cerca de 7% vai passar para 42% quando acabarem as obras em curso, de 4,4 milhões. É um salto brutal, e vamos continuar a melhorar esta rede.

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