Candidato da coligação PSD/CDS a Santo Tirso

"O desporto é a nossa grande prioridade"

"O desporto é a nossa grande prioridade"

Carlos Alves é candidato pela coligação PSD/CDS à Câmara de Santo Tirso. Lamenta que 40% da população não tenha ligação ao saneamento e considera o desporto uma prioridade, pelo seu caráter integrador.

Com os três vereadores da Oposição indisponíveis para avançar, Carlos Alves foi o candidato escolhido pelos sociais-democratas de Santo Tirso para entrar na corrida à Câmara pela coligação "Valorizar +", que une PSD e CDS. Professor do ensino básico, já tinha representado os dois partidos nas autárquicas de 2017, como cabeça de lista à Junta de S. Tomé de Negrelos. Quer que o concelho deixe de ser um bastião do PS - só perdeu a Câmara no início da década de 1980, destronado pela AD (Aliança Democrática) - e elege o desporto como prioridade.


A sua candidatura acabou por ser uma surpresa. O que o motiva e quais prioridades para o concelho?

O que me motiva é apresentar uma alternativa àquilo que têm sido 40 anos de gestão do PS. Temos um projeto diferente, feito com gente nova, competente, podemos acrescentar alguma coisa. As nossas prioridades serão sempre o ambiente, o desporto, o turismo religioso e a cultura. O desporto é a nossa grande prioridade, porque em termos sociais é integrador.

Que balanço faz da atual gestão autárquica?

Como é óbvio, não faço um balanço positivo, ou não fazia sentido estar aqui. Temos sempre de fazer a comparação com os nossos vizinhos, e, há 40 anos, Santo Tirso era, possivelmente, dos mais evoluídos. Olhando para o que foi acontecendo nestes últimos anos nos concelhos vizinhos, achamos que estamos a ficar para trás. E queremos recuperar esse tempo, investir e devolver Santo Tirso aos tirsenses.

O concelho está a ficar para trás em que aspeto?

PUB

Eu diria em quase todos. Tem havido alguma capacidade de investimento na terra, é inegável. Mas isso existe em qualquer concelho. Agora, se formos aos dados da Pordata, a nível de índice económico, educação e investimento, todos os concelhos vizinhos estão à nossa frente.

Santo Tirso é um bastião do PS. Como pretende reverter isso?

A única maneira é levar as pessoas a acreditar no nosso projeto e a votar em nós. Temos de passar uma mensagem de competência, de rigor e de que somos capazes de fazer melhor.

A Câmara anunciou que ia resgatar a concessão da água. O que defende?

Defendemos que, independentemente dos acordos que foram feitos no passado serem bons ou maus, são para cumprir. Se não estamos satisfeitos, a única coisa que temos de fazer é sentarmo-nos à mesa com a empresa que fornece os serviços, a Indaqua, e tentar negociar o contrato. Para nós não há outra solução.

Que outros problemas o preocupam?

Haver, em pleno século XXI, quase 40% da população tirsense sem acesso ao saneamento. Há sítios onde já existe, mas não há ligação às propriedades. A Câmara tem de sensibilizar as pessoas e explicar-lhes que é uma questão de saúde pública. E ajudar financeiramente quem tem dificuldades em fazer a ligação. É complicado fazer isto a 100%, mas um dos nossos objetivos é, durante o mandato, ter mais de 90% da população com ligação efetiva à rede. v

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG