Polémica

Autarca da Trofa diz que não leu sobre "câmara de gás" no Parlamento

Autarca da Trofa diz que não leu sobre "câmara de gás" no Parlamento

O presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, afirma que colocou "gosto" sem ler até ao fim a publicação em que um funcionário municipal sugere que se transforme a Assembleia da República (AR) numa câmara de gás.

O autarca do PSD reagiu assim, ao final da tarde desta terça-feira, na página institucional de Facebook, à notícia de sábado do JN que deu conta do facto de ter concordado com o texto do coordenador dos assistentes operacionais do Município. Mas não diz por que repetiu o gesto no domingo, em nova publicação do funcionário público com o mesmo teor.

"O "gosto" identificava-se apenas e só com a discordância do autor em relação à realização das comemorações do 25 de abril", justifica Sérgio Humberto, afirmando que "não ler até ao fim é um erro". O social-democrata fala, ainda, em "aproveitamento político tático" do caso e diz-se alvo de uma "tentativa de linchamento público".

O autarca não explica, contudo, o que o levou a voltar a "gostar", no domingo, de novo "post" do mesmo funcionário, que, após o JN ter noticiado o primeiro "gosto" do autarca, tornou a publicar o texto do dia 19, em que se insurge contra a celebração do 25 de Abril no Parlamento e que remata sugerindo para a AR uma ação idêntica aos extermínios levados a cabo pelo regime nazi, que durante a Segunda Guerra Mundial matava os presos dos campos de concentração em câmaras de gás.

"Se houver quem ponha aquele espaço a funcionar como uma câmara de gás, eu pago o gás", escreveu o indivíduo no perfil de Facebook no passado dia 19, reafirmando tudo no "post" de domingo, o qual também publicou no grupo público "Trofa", como o JN noticia na edição desta terça-feira. Tal como o primeiro texto, este teve igualmente a anuência de Sérgio Humberto, com novo "gosto" a partir do seu perfil pessoal. Nesta nova publicação, o funcionário público começa por escrever: "venho por este meio afirmar e reafirmar que se for preciso pago o gás".

Numa explicação extensa, Sérgio Humberto recorda que discordou da realização das comemorações do 25 de Abril no Parlamento, e garante que foi apenas a esse ponto do texto que reagiu, e não à sugestão de que os deputados fossem gaseados.

"Assumo o erro, deixando um sincero pedido de desculpas a todos aqueles que se possam ter sentido lesados ao ver o meu nome associado à alegada concordância com uma ideologia tão repugnante", afirma o autarca, que se insurge contra o que considera ser um "aproveitamento político" e uma "verdadeira perseguição" de "proporções absurdas".

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