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CCDR-N chumba aterro na Trofa

CCDR-N chumba aterro na Trofa

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) emitiu esta sexta-feira um parecer desfavorável ao licenciamento do aterro sanitário que a Resinorte tinha projetado construir na freguesia de Covelas, na Trofa, ao lado de uma unidade idêntica que funcionou, até 2016, do lado do concelho de Santo Tirso.

Em comunicado, o Ministério do Ambiente esclarece que "a CCDR-N considerou que a localização prevista para a instalação do aterro não reúne as condições necessárias para a sua aprovação em matéria de ordenamento do território, já que a área em causa está, parcialmente, integrada na Reserva Ecológica Nacional do município da Trofa, sendo a instalação do referido aterro incompatível com os objetivos inerentes a esta restrição de utilidade pública, não merecendo também enquadramento no Plano Diretor Municipal, em vigor".

De acordo com a tutela, "a decisão foi já comunicada à Resinorte, empresa que solicitou o pedido de licenciamento, e à Câmara Municipal da Trofa".

Existe, contudo, um despacho da secretaria de Estado do Ambiente, datado de julho de 2019, que dá luz verde ao investimento da Resinorte num aterro na Trofa.

Recorde-se que a construção do depósito de resíduos sólidos urbanos tem sido alvo de contestação popular, designadamente através do Movimento Contra o Aterro em Covelas, e deu origem a uma acesa polémica em torno da Câmara da Trofa, cujo presidente, Sérgio Humberto, já tinha encetado a negociação de contrapartidas com a Resinorte, para a instalação do aterro.

Numa reunião, em maio, com os eleitos de Covelas, o autarca afirmou mesmo que "o Município da Trofa também tem interesse [no aterro], porque abate uma dívida e não tem impacto na população". Uma semana depois, o social-democrata invertia a posição, declarando, em comunicado, que "aterro em Covelas não".

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