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Meninos da comunhão e escuteiros substituem anjinhos e santinhos

Meninos da comunhão e escuteiros substituem anjinhos e santinhos

"A falta de anjinhos e santinhos já se fazia sentir nas procissões antes da pandemia", dizem as paróquias do Grande Porto, entusiasmadas com o regresso das festas e romarias, altura em que o fervor religioso é maior, aumentando as esmolas e doações tão necessárias para apoiar obras e ações comunitárias.

Para colmatar a falta de crianças nos ainda muito apreciados cortejos religiosos prima-se nos andores e lançam-se nos desfiles elementos dos escuteiros e meninos da comunhão. É assim em Gondomar. "Já há muitos anos que na procissão da Senhora do Rosário incluímos os escuteiros e as crianças da catequese. E temos de perceber que com a pandemia a nossa vida alterou-se. Não quer dizer que os pais não se interessam. Apenas hoje há outros interesses", conta Laurinda Ribeiro, secretária da Paróquia de S. Cosme. Longe dos tempos em que até se recusavam crianças por as inscrições para os diferentes quadros da procissão ficarem rapidamente completos.

"Muita coisa mudou, não é por as pessoas não apreciarem as procissões, porque a assistência em dias de festa é grande. Penso que é por nascerem menos crianças. Por isso apostamos mais nos andores", diz José Macedo, secretário da paróquia de Valongo, cujas festas em honra de S. Mamede terminam com a procissão, depois de amanhã.

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