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Vereador em isolamento adia julgamento de desvio de subsídios municipais 

Vereador em isolamento adia julgamento de desvio de subsídios municipais 

Foi adiado, esta segunda-feira, o julgamento que envolve sete arguidos - entre o quais um vereador da Câmara da Trofa - que estão acusados, entre outros crimes, de falsificação de documento, abuso de poder e desvio de subsídio destinado a financiar atividades das camadas jovens do Clube Desportivo Trofense, bem como obras no Complexo Desportivo de Paradela.

Com o vereador Renato Pinto Ribeiro ausente da sessão por se encontrar, desde domingo, em isolamento profilático em virtude de ter contactado com um funcionário da Câmara que testou positivo à covid-19, a sessão, marcada para o auditório municipal de Gaia devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, foi adiada, não tendo sido marcada nova data.

"Uma vez que foi aqui manifestada, pelo mandatário do arguido [Renato Pinto Ribeiro], a vontade do mesmo de estar presente desde o início da audiência de julgamento, opondo-se a que a mesma se inicie sem a sua presença, terá de se adiar a audiência de julgamento", disse a juíza do Tribunal de Matosinhos.

Face ao desagrado demonstrado pelos advogados dos arguidos relativamente ao espaço destinado às sessões do julgamento, por considerarem que o auditório "não tem condições" para desempenharem funções, o tribunal "terá de providenciar outro local, o que procurará fazer durante o período de isolamento profilático do arguido Renato Ribeiro", indicou a juíza.

Entre julho de 2014 e fevereiro de 2015, a Câmara da Trofa transferiu quatro tranches, num total de 127,5 mil euros, para o Clube Desportivo Trofense, para subsidiar atividades das camadas jovens e para obras nas instalações afetas à formação. Essas intervenções nunca foram feitas, sem que a Autarquia o verificasse no local - o complexo desportivo de Paradela. De acordo com a acusação do Ministério Público, a maioria da verba foi desviada para o futebol profissional.

Do montante total, apenas 23 mil euros foram aplicados nos fins estipulados no contrato-programa de desenvolvimento desportivo assinado a 18 de julho de 2014 pelo autarca da Trofa, Sérgio Humberto, e pelo então presidente do Trofense, Paulo Melro.

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"Os restantes 104 mil euros foram gastos no pagamento dos salários de jogadores da equipa profissional de futebol, bem como no pagamento aos fornecedores/prestadores de serviços" à mesma, lê-se no despacho da acusação do Ministério Público, que aponta ao antigo líder do trofense um crime de fraude na obtenção e desvio de subsídio e outro de falsificação de documento e ao vereador da Câmara e "responsável máximo pela fiscalização do contrato-programa", Renato Pinto Ribeiro, um crime de abuso de poder.

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