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"Vidas adiadas" à espera do metro que não chega à Trofa

"Vidas adiadas" à espera do metro que não chega à Trofa

Foi há quase 18 anos, a 23 de fevereiro de 2002, que o comboio de via estreita cruzou pela última vez a Trofa, sob o compromisso de dar lugar ao metro, que nesse ano se estreou no Porto e não passou da Maia até hoje.

É dia de má memória para o concelho do Baixo Ave: ninguém gosta de evocá-lo, mas é impossível esquecer porque a enorme cicatriz está lá, aberta e funda como a revolta da população que clama por "justiça", exigindo que os carris voltem ao canal que tem os cerca de sete quilómetros desde o Castêlo da Maia até à cidade da Trofa devorados pela vegetação.

O JN voltou a ouvir pessoas que há anos relataram vidas fora dos eixos pela falta de um metro que poderá nunca sair do papel. Na sexta-feira, Eduardo Vítor Rodrigues, que preside à Área Metropolitana do Porto, disse que o destino a dar aos 800 milhões de euros que o Governo quer investir em transporte pesado na região tem de ser baseado em estudos de procura.

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