Água

Aprovado aumento do preço da água e do saneamento em Valongo

Aprovado aumento do preço da água e do saneamento em Valongo

Subida será em média de 85 cêntimos por cada 10 metros cúbicos de consumo. O PSD votou contra

Em 2021, a fatura de água e saneamento em Valongo fica, em média, 85 cêntimos mais cara. A atualização do tarifário foi aprovada na quinta-feira, em reunião de executivo, com os votos contra do PSD. A Autarquia garante que mantém "uma das tarifas mais baixas" na Área Metropolitana do Porto (AMP) e realça que a alteração está prevista no aditamento ao contrato de concessão da Águas de Valongo. Com a atualização, o custo médio mensal passará a ser de 23,11 euros, para um consumo de 10 metros cúbicos.

O aumento, de quase 4% e "em contraciclo com a taxa média da inflação que tem vindo a ser negativa", foi criticado pelo PSD. Perante uma conjuntura difícil, os munícipes, empresas e associações "precisam de medidas de apoio excecional" para "garantir postos de trabalho e o sustento das famílias", frisaram os vereadores social-democratas. Miguel Teixeira lembrou também que o custo da água em alta desceu para a concessionária. "Em 2020 o preço era de 44 cêntimos e o de 2021 é de 43 cêntimos. Ou seja, baixou o custo da água e vão aumentar a tarifa? Não entendo e não entendo como a Câmara aceita", disse.

A proposta aprovada referia que apesar da atualização o Município de Valongo continua "a praticar um dos tarifários mais acessíveis da AMP", ideia defendida pelo presidente da Câmara. "Nem todas as câmaras têm tarifários sociais e para famílias numerosas e nós temos. No conjunto, a fatura de água, saneamento e resíduos está claramente abaixo da média", argumentou José Manuel Ribeiro.

PSD preocupado com "o jogo do empurra"

Os vereadores do PSD aproveitaram a reunião de executivo para questionar o executivo socialista sobre o "jogo do empurra", noticiado pelo JN, entre a Câmara e a Infraestruturas de Portugal quanto ao mau estado do piso na EN105 em Alfena.

"Queira esclarecer de quem é a culpa", apelou José António Silva (PSD). Pelo PS, o vereador Paulo Ferreira, lembrou que têm sido feitas pressões para resolver os problemas daquela via. "Como estamos do lado da solução estamos a preparar uma empreitada de 323 metros nas águas pluviais para corrigir esses abatimentos. Mas a intervenção não vai resolver todos os problemas, essa responsabilidade é da IP", frisou.

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1,5 milhões para o Parque do Leça em Ermesinde

Depois de concluída a empreitada construção de uma horta e pomar no Parque do Leça, em Ermesinde, foi aprovado o projeto de execução de mais uma etapa de valorização daquele local.

A obra avançará ao longo de três anos, tem o custo de cerca de 1,5 milhões de euros e implicará a expropriação de terrenos. Segundo a Câmara, as intervenções incluem a recuperação de margens e melhoria das condições de drenagem num troço do rio Leça com recurso a técnicas de engenharia natural, a reconstrução de uma ruína de um moinho de água, a criação de rede de percursos pedonais e cicláveis, e a implementação de hortas familiares, inclusivas e acessíveis.

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