Valongo

Derrame de ácido sulfúrico lançou caos em Ermesinde

Derrame de ácido sulfúrico lançou caos em Ermesinde

Um camião derramou, na segunda-feira, 500 litros de ácido sulfúrico entre a Maia e Valongo. A retirada de milhares de moradores foi ponderada. Para neutralizar o produto tóxico foram espalhadas 1,5 toneladas de cal. Veja o vídeo.

O alerta foi dado às 12.30 horas pela própria empresa que fazia o transporte. Um dos seus camiões tinha acabado de espalhar 500 litros de ácido sulfúrico ao longo de dois quilómetros na zona da Gandra, Ermesinde, e na entrada de Moreira da Maia. Os meios de emergência foram imediatamente acionados e, 30 minutos depois, já a Rua Elias Garcia, a Via Ardegães, a rotunda do Maia Shopping e várias artérias circundantes estavam a ser cobertas de cal hidratada.

O trânsito nunca esteve cortado, por isso, os vários veículos que por ali circularam espalharam o ácido pelas várias ruas adjacentes. A perda de aderência provocou alguns toques entre veículos. O caso mais grave foi o despiste de um motociclista que ficou ferido e foi assistido pelo INEM, mas que não terá ficado em estado grave.

Evacuação equacionada

Dada a elevada toxicidade e perigosidade do produto, a hipótese de evacuar toda aquela zona, que tem milhares de residentes, chegou a ser equacionada. Porém, não se julgou necessário e recorreu-se apenas à cal hidratada.

"A solução só podia ser esta", explicou Delfim Cruz, comandante operacional municipal da Proteção Civil de Valongo, que coordenou as operações. "A única opção segura para neutralizar o ácido é a cal hidratada e foi isso que decidimos fazer".

As autoridades tiveram a ajuda da empresa proprietária do camião que cedeu homens, veículos e as 1,5 toneladas de cal que foram espalhadas pelas ruas. "Tomámos a iniciativa e mandámos dois camiões e pessoal. Falámos com a Proteção Civil e eles confiaram em nós", explicou Nélson Ribeiro, sócio-gerente da RG Química.

O muito pó branco espalhado motivou fortes queixas e a revolta dos moradores (ler reportagem ao lado). Aliás, o responsável da empresa admite que "talvez tenha sido cal em exagero", mas "pior era não fazer nada".

No local estiveram os bombeiros Voluntários de Valongo e os Voluntários de Moreira da Maia, viaturas da PSP e, ainda, elementos da Câmara Municipal de Valongo.

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