Valongo

Estudo conclui que aterro de Sobrado quase não causa maus cheiros

Estudo conclui que aterro de Sobrado quase não causa maus cheiros

Nos últimos anos, a população de Sobrado, em Valongo, tem contestado os maus cheiros existentes na localidade, atribuindo-os ao aterro da Recivalongo. Agora, um estudo sobre odores atmosféricos realizado na envolvente do equipamento, pedido pela empresa à FCT NOVA (da Universidade Nova de Lisboa), concluiu que "a larga maioria das medições (91%) não detetou qualquer tipo de odor".

Quando foram detetados maus cheiros eram em 4% dos casos atribuídos a queimadas, diz o estudo que consistiu em 1206 avaliações no terreno, em 18 locais, ao longo de 67 dias, entre dezembro de 2019 e abril de 2021.

Em apenas 3% das medições se identificou o tipo de odor "Acre/Ácido/Pungente/Azeitonas", relacionado com gestão de resíduos. E Francisco Ferreira, professor e coordenador científico do estudo, refere, citado em comunicado, que o local "com maior intensidade deste tipo de odores foi na própria Recivalongo".

"Em alguns dos dias, também houve odores em localizações próximas, onde já vivem pessoas, mas de forma fraca ou muito fraca. Analisámos as queixas que existem, mas no terreno verificámos que o impacto é muito diminuto. Não é um caso grave, em comparação com outros casos de poluição do ar que temos estudado", atesta.

A Recivalongo salienta que ainda que "os ventos dominantes são no sentido contrário à vila de Sobrado, o que leva a que os odores na zona habitacional sejam percentualmente bem mais reduzidos".

A empresa já tinha pedido outro estudo onde não foram encontrados "insetos prejudiciais à saúde pública no aterro". O documento foi contestado pela Associação Jornada Principal, que luta pelo fim do equipamento, e que já intentou uma ação popular em tribunal para esse fim.

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