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Lutam por apoio a filha que sofre de doença congénita

Lutam por apoio a filha que sofre de doença congénita

Há 16 anos que Liliana Carvalho sofre de hidrocefalia congénita, conhecida como "presença de água no cérebro". "Até aos nove anos, a Liliana não conseguia andar, falar e tinha de usar fralda", conta o pai, José Carvalho. Agora, ao abrir a porta de casa, em Ermesinde, ouve-se um "olá" que vem da sala, de Liliana.

"Nasceu com a cabecinha muito grande, porque o líquido do cérebro fica acumulado e incha. Só no primeiro ano de idade, foi operada cinco vezes", sublinha José, de 47 anos. Contudo, as consultas persistentes em especialistas não alimentavam qualquer esperança. "Os médicos sempre disseram que ela nunca ia andar nem falar", lamenta.

A procura de uma solução não ficou por ali. Sem baixar os braços, os pais de Liliana recorreram à Raríssimas, na Maia. "Fomos a uma consulta e três meses depois ela começou a pôr os pés no chão. Tinha terapias ocupacionais, da fala e fisioterapia. Ia de manhã e vinha à noite. Aos 9 anos começou a andar e a dizer algumas palavras", diz José, orgulhoso.