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Diretor do Trofa Saúde diz que mulher que caiu nas escadas "tinha que pagar"

Diretor do Trofa Saúde diz que mulher que caiu nas escadas "tinha que pagar"

O diretor clínico do Trofa Saúde Alfena, José Carlos Vilarinho, considera "lógico" que, sendo o hospital privado, a mulher que caiu nas escadas rolantes tivesse que pagar os tratamentos.

Garante que Fernanda Campelo foi "avaliada" na Urgência, informada dos custos e recusou pagar. Acabou no Hospital de S. João, no Porto. Levou 15 pontos no nariz e na testa e partiu o pulso.

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"Não resultando de incúria do Hospital, não tendo o doente seguro de saúde ou subsistema financiador, a resposta clara, na lógica de qualquer privado, é: terá de ser o próprio [a pagar]", diz José Carlos Vilarinho, num extenso texto, publicado no facebook, intitulado "Alfena, a Verdade".

O diretor clínico do Trofa Saúde Alfena, em Valongo, admite que a mulher, que foi acompanhar a sogra a fazer exames no hospital privado, caiu nas escadas rolantes, mas garante que Fernanda Campelo ignorou "os avisos expressos de forma cristalina no sentido de pessoas idosas evitarem as escadas rolantes", pelo que, frisa, a queda era "mais que previsível".

Após o acidente, continua a contar, a mulher foi transportada ao serviço de Urgência e "assistida por dois médicos". Resultado? Teria que ser suturada, fazer um RX ao pulso e, "como teve um traumatismo craniano, será de bom senso fazer TAC cerebral". Garante que nunca lhe foi negada assistência, mas, "como é lógico", os curativos teriam custos - 300 euros para as suturas, mais 300 para RX e TAC - e Fernanda Campelo "tinha que ser informada" que teria que os pagar.

José Carlos Vilarinho admite ainda que, tendo sido uma queda acidental no interior das instalações do hospital, a funcionária orçamentista achou por bem levar o caso à consideração do administrador e do diretor clínico.

Com um golpe profundo na cabeça, a precisar de cuidados, sem saber se o traumatismo craniano seria grave e sem 600 euros para pagar, o marido de Fernanda Campelo acabou por chamar os Bombeiros de Ermesinde, que levaram a mulher para o S. João.

O diretor clínico do Trofa Saúde Alfena lamenta "os julgamentos na praça pública" e a "exibição despudorada de hematomas e sangue seco" no Facebook em busca dos "5 minutos de fama", mas é através da mesma rede social que responde.

Critica ainda a comunicação social - esses "miseráveis abutres do sensacionalismo" - que, "sem um pingo de ética, sem apurar a verdade dos factos, sem o conceito básico do direito ao contraditório", noticiaram o caso, mas a verdade é que o JN questionou já, por três vezes, o grupo Trofa Saúde, que, até hoje, não deu qualquer resposta.

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