Covid-19

173 casos ativos de covid-19 obrigam a novas medidas em Vila do Conde

173 casos ativos de covid-19 obrigam a novas medidas em Vila do Conde

Vila do Conde tem 173 casos ativos da covid-19. A cidade (com 85 casos) e as freguesias de Guilhabreu, Mindelo e Árvore são as que mais preocupam. Até ao final do mês, não reabrem os centros de dia e estão suspensas as visitas aos lares de idosos e às unidades de cuidados continuados (UCC). A Câmara já pediu um reforço da vigilância à PSP e GNR. Esplanadas vão ser um dos alvos principais.

"O cerne da questão", admitiu, esta quarta-feira, a presidente da Câmara, Elisa Ferraz, começou, no final de junho, com o surto na Gencoal, a conserveira das Caxinas.

A partir daí, o concelho, que estava quase há um mês sem novas infeções, passou de melhor para pior da Área Metropolitana do Porto (AMP). Entre 4 de julho e o passado dia 10, registou 194 novos casos, 61 só na última semana, período em que foi, a par com a vizinha Póvoa de Varzim, o pior entre os 17 da AMP.

Elisa Ferraz diz que só a 7 de agosto teve acesso aos dados. A prioridade foi, primeiro, apelar à população para que cumpra as regras de segurança e evite a propagação. Depois, "reunir com a delegação de saúde e todas as juntas de freguesia" e, num segundo momento, com PSP e GNR e, hoje, esclarecer todas as dúvidas em conferência de imprensa.

A autarca admite que a necessidade de, depois do longo confinamento, "retomar a interação familiar" e "algum relaxamento relativamente às normas de segurança" poderão explicar este aumento de casos, que, em subida gradual desde o início de julho, começam a preocupar as autoridades de saúde. A somar a tudo isto, frisa, está ainda o incumprimento do isolamento obrigatório em casos de infetados. Só ontem, a GNR deteve três pessoas, duas em Touguinhó, uma em Mindelo.

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Face à subida de casos, por decisão da delegação de saúde foram, no início da semana, suspensas as visitas a lares e UCC, tanto em Vila do Conde como na Póvoa. Agora, conforme o JN hoje noticiou, já foi decidido que não abrirão portas, na próxima segunda-feira, os centros de dia, que, a partir do dia 15, tinham "luz verde" do governo para retomar a atividade.

A fim de evitar a propagação do vírus, Elisa Ferraz explica ainda que já pediu, a PSP e GNR, um olhar mais atento para o cumprimento das regras de distanciamento nas esplanadas, sobretudo junto às praias. A reavaliação da situação, frisa ainda, "é diária" e, caso os números não deem sinais de ceder, outras medidas poderão surgir.

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