Obras

Quase seis milhões para proteger Vila do Conde do mar e do rio

Ana Trocado Marques

Ministro percorreu as principais obras em curso

Foto Ricardo Castelo/lusa

Obras na praia de Árvore avançam até ao fim do mês. Segue-se muro de contenção do Ave.

São 5,7 milhões de euros para proteger a cidade dos avanços do mar e conter o rio Ave no seu leito. O ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, veio, ontem, a Vila do Conde visitar as obras já em curso e anunciar os próximos passos. Na cidade, a obra já arrancou. Em Árvore avança até ao fim do mês. Seguem-se os passadiços e a beira-rio. O presidente da Câmara, Vítor Costa, congratula-se por ver "Vila do Conde começar a contar" para o governo e chegarem, finalmente, obras "há muito ansiadas". Entre 2018 e 2020, o muro e parte da marginal da praia de Árvore caíram quatro vezes. Desde então, a rua está cortada e no areal acumulam-se as pedras. Agora, explicou o vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, a obra já tem visto do Tribunal de Contas e vai começar "antes do fim do mês". 1,8 milhões de euros para fazer o enrocamento dos 160 metros entre o restaurante Areal e o fim da marginal. A obra irá demorar 300 dias, mas começará de norte para sul, a fim de não perturbar a época balnear. Mais avançada está a obra na marginal da cidade, que, conforme o JN noticiou, já decorre, orçada em 1,1 milhões de euros. APA e Câmara assinaram ainda um protocolo para a empreitada de 800 mil euros de proteção do sistema dunar entre Mindelo e a Ribeira de Silvares. Em várias zonas, os passadiços foram "engolidos" pela duna. A empreitada está, agora, em fase de candidatura a fundos comunitários. Na beira-rio, já há dois anos que o muro de contenção do rio Ave ameaça colapsar e há grades a vedar o acesso. Pimenta Machado diz que a APA está "a preparar o projeto". Serão mais dois milhões de euros. "Todo o litoral vai obrigar a uma atuação permanente, vigilante e persistente de recarga de praias, reposição do sistema dunar, manutenção de estruturas de defesa costeira, de desassoreamento dos sistemas dunar e das barras", afirmou o ministro do Ambiente, sublinhando que Portugal é dos países da Europa "que mais sente e vai sentir" os efeitos das alterações climáticas e da subida do nível das águas.