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Câmara de Vila do Conde pede empréstimos para pagar dívidas

Câmara de Vila do Conde pede empréstimos para pagar dívidas

Empréstimos para pagar dívidas deixadas pelo executivo anterior. É desta forma que Vítor Costa justifica os três empréstimos que a Câmara de Vila do Conde vai pedir. No total, são 3,5 milhões de euros para reforçar a tesouraria e pagar parte das obras do Bairro do Farol e do Centro Comunitário das Caxinas (CCC).

"A tesouraria está em grandes dificuldades. No início deste mês, temos fundos negativos de um milhão de euros e todos eles resultantes de compromissos assumidos no mandato anterior", afirmou, ao JN, o edil, que viu, nesta quinta-feira, o Executivo aprovar, por maioria, a contração dos três empréstimos.

Contas feitas, para resolver os problemas imediatos de tesouraria será pedido um empréstimo de 1,5 milhões de euros para pagar até ao final do ano. Depois, haverá mais dois de médio/longo prazo, cada um no valor de um milhão de euros. Um destina-se a pagar parte das obras do CCC. A empreitada está quase pronta e faltam pagar 2,4 milhões de euros. Dos 4,8 milhões, só 10% tem financiamento comunitário. O outro é para o Bairro do Farol, são 2,7 milhões e uma comparticipação de 650 mil euros. Vítor Costa insiste que é "incompreensível" que a empreitada não tenha integrado a Estratégia Local de Habitação, onde podia gozar de um financiamento a 100%.

O edil já anunciou uma auditoria às contas do município. Garante que Elisa Ferraz deixou, na Câmara, um "buraco" de treze milhões de euros à custa de "orçamentos empolados". A ex-presidente, independente, nega e assegura que não deixou "uma única fatura por pagar", que ficaram dez milhões em "caixa" e que, em oito anos, diminuiu a dívida municipal em 32 milhões de euros.

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