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Câmara de Vila do Conde trava aumento da água em 2022

Câmara de Vila do Conde trava aumento da água em 2022

A fatura da água não vai subir em Vila do Conde em 2022. A garantia foi dada, nesta manhã de terça-feira, pelo presidente da Câmara. Vítor Costa diz que este é já "um primeiro passo" nas prometidas negociações com a concessionária da rede de água e saneamento com o objetivo de baixar as tarifas.

No segundo semestre de 2022, espera ter já um acordo final. O concelho tem a tarifa de água mais alta do país e a terceira mais alta quando considerados água, saneamento e lixo.

"Vai ser firmado um memorando de entendimento em que as partes - Câmara e Indáqua - se comprometem a iniciar um processo de negociação com vista à redução da tarifa da água no concelho de Vila do Conde", afirmou o presidente, que levará o documento a uma reunião de câmara extraordinária a realizar a 29 de dezembro.

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Uma vez que Câmara e Indáqua assumem, agora, oficialmente, que há uma negociação, explica ainda, "já não vai haver a habitual atualização de preços em janeiro de 2022".

Vítor Costa espera ter a negociação concluída lá para o verão. Será o 4.º aditamento ao contrato de concessão e desta vez, sublinhou, é para "incluir uma redução significativa nas tarifas, para que Vila do Conde tenha um preço justo da água"

O edil lembra que a redução da tarifa da água foi uma das suas primeiras promessas eleitorais - e talvez a mais importante. Agora, frisa, se dúvidas houvesse, este memorando espelharia a "vontade de cumprir". Do lado da Indáqua, diz ter, para já, encontrado "boa vontade" e um "espírito positivo".

A água mais cara do país

A gestão da rede de água e saneamento de Vila do Conde foi entregue à Indáqua em 2009. Atualmente, e de acordo com as contas da Deco - Associação de Defesa do Consumidor, Vila do Conde tem a tarifa da água mais cara do país (250,02 euros para um consumo de 120 m3 por ano, ou seja, 20,83 euros por mês). Quando considerados os três serviços - água, saneamento e resíduos sólidos -, a fatura sobe para os 480,21 euros/ano (40,02 euros/mês) e Vila do Conde passa para terceiro lugar, logo atrás da Trofa e de Santo Tirso.

Ainda assim, em 2021, a fatura dos vilacondenses desceu cerca de dois euros (considerando um consumo de 10 m3), fruto do 3.º adiamento ao contrato de concessão, aprovado em setembro de 2019. Em troca, a renda anual paga à Câmara baixou de 450 para 200 mil euros.

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