Vila do Conde

Câmara diz que dedo do meio do vice só serviu para recolocar máscara

Câmara diz que dedo do meio do vice só serviu para recolocar máscara

A presidente da Câmara de Vila do Conde e os vereadores do seu executivo repudiaram as acusações do PS, que acusou o vice-presidente da Autarquia, Pedro Gomes, de mostrar o dedo do meio a um deputado socialista, num gesto ofensivo, durante a última Assembleia Municipal.

Para o Executivo, não houve qualquer gesto ofensivo. O dedo do meio foi usado apenas para recolocar a máscara de proteção.

"A sr.ª presidente da Câmara e os vereadores do seu executivo lamentam a interpretação descontextualizada de um gesto casual e espontâneo, no reposicionamento da máscara, e solidarizam-se inequivocamente com o sr. Vice-Presidente, dr. Pedro Gomes, rejeitando profundamente quaisquer interpretações que possam deturpar e desrespeitar o funcionamento da Assembleia enquanto órgão máximo da democracia", sublinha a Autarquia, em comunicado.

"Perante as afirmações proferidas na última sessão por um deputado do PS, atentatórias ao reconhecido prestígio e integridade do sr. vice-presidente, desrespeitando-o, desrespeitando o órgão a que pertence, também a própria assembleia municipal e, sobretudo, a todos os cidadãos que nele depositaram a sua confiança, informa-se que este assunto será encaminhado para as devidas instâncias", acrescenta o documento.

A polémica surgiu na última Assembleia Municipal. Durante a discussão da transferência de verbas para as juntas, e na sequência de críticas do deputado socialista João Fonseca, o vice-presidente da Câmara mostrou o dedo do meio. O PS considerou o gesto ofensivo, a Câmara vem agora dizer que foi apenas um gesto para reposicionar a máscara.

"O sr. vice-presidente acabou de me mostrar o dedo do meio em plena sessão. Há coisas que têm que ter limites", afirmou na altura João Fonseca, lembrando a demissão de Manuel Pinho quando fez o gesto de "corninhos" no Parlamento e convidando Pedro Gomes a retratar-se. O vice-presidente abanou a cabeça e manteve o silêncio. O presidente da mesa da assembleia, Lúcio Ferreira, garante que "não se apercebeu de nada".

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Entretanto, a concelhia do PS condenou o "gesto indigno, obsceno e inadmissível" e exigir que a presidente da Câmara se pronuncie.

"Como diz o povo: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. (...) Tratando-se de um ato inqualificável, o que é que a presidente da câmara pensa fazer? Vai condenar a atitude do seu homem de confiança e decidir sobre inevitáveis consequências ou vai simplesmente concordar com a suprema indignidade de um gesto obsceno ocorrido em plena assembleia municipal?", questionou o líder do PS de Vila do Conde.

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