Política

CDU de Vila do Conde quer resgatar concessão da água

CDU de Vila do Conde quer resgatar concessão da água

"A CDU foi a única força política que esteve do lado certo da história", afirmou, esta manhã, Víctor Lopes. O líder da concelhia comunista de Vila do Conde não poupa críticas a PS, PSD e CDS-PP que, em 2002, aprovaram a concessão da água e agora, "arrependidos", à porta das Autárquicas, vêm apresentar o resgate da concessão como "grande bandeira".

Víctor Lopes diz que são "bem-vindos", mas recusa ter "memória curta" e lembra quem deixou Vila do Conde "no 3.º lugar dos municípios com a água mais cara do país". Os comunistas, frisa, mantêm-se firmes nos princípios: em 2017, defenderam a rescisão, continuam a defendê-la.

"Em 2017, nas Autárquicas, propusemos a análise da viabilidade técnica e financeira da rescisão de contrato com a Indáqua. Ninguém nos acompanhou. É pena que, PS e PSD, tenham ignorado os nossos alertas e só tenham chegado agora à conclusão que este foi um contrato ruinoso para Vila do Conde", lembra Víctor Lopes.

O comunista lembra ainda o 3.º aditamento ao contrato com a concessionária - que, mesmo "chumbado" pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos), foi aprovado, em setembro de 2019, pelo executivo de Elisa Ferraz - e que tirou a Vila do Conde "muita da força negocial" para uma eventual rescisão.

Um plano de investimentos por cumprir - e já "reduzido nos 1.º e 2.º aditamentos" -, aumentos "brutais" de tarifas, ligações à rede a ser "indevidamente cobradas". "Para corrigir, a Câmara faz os investimentos em falta, paga para reduzir aumentos e tornar gratuitas as ligações à rede". Os "pecados capitais" apontados pelo regulador, que a CDU promete analisar à lupa. Os comunistas garantem que se irão manter firmes na crítica à privatização e saúdam quem, agora, chegou à conclusão que há muito denunciavam: água privada, água mais cara.

PS e PSD defendem resgate

O PSD já veio dizer que, caso seja eleito, fará um referendo local para decidir o resgate da concessão. Os social-democratas garantem que, com a água nas mãos do município, será possível reduzir 35% as tarifas e defendem a criação de uma empresa municipal para gerir o serviço. Assegura ainda que a indemnização a pagar à Indáqua pela rescisão contratual será suportada pela própria operação do serviço, pelo que os vila-condenses "não serão prejudicados".

PUB

Por seu lado, Vítor Costa, do PS, também já disse que é preciso negociar e, se necessário, reverter a concessão, mas a posição é pessoal e está longe de ser consensual dentro do partido, que fez o contrato, negociou as duas adendas e liderou a Câmara até 2017. O que será defendido pelo PS nas Autárquicas para o futuro da água em Vila do Conde será decidido pelos órgãos do partido.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG