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Dois dias de volta dos andores do padroeiro dos pescadores em Vila do Conde

Dois dias de volta dos andores do padroeiro dos pescadores em Vila do Conde

O Senhor dos Navegantes volta às ruas das Caxinas, em Vila do Conde, a maior comunidade piscatória do país. A tradição de enfeitar os andores mantém o fulgor.

"Os dois anos sem a procissão, para nós, foram uma tristeza", atira Luísa Vareiro, enquanto olha os andores, espalhados pela igreja. O Senhor dos Navegantes é a festa maior das Caxinas e o orgulho dos pescadores, por isso, neste ano, Luísa está "feliz, feliz, feliz" com o regresso da "normalidade". E, como se a pausa nunca tivesse existido, duas dúzias de mãos juntaram-se, durante dois dias, na icónica igreja do barco para enfeitar os 16 andores que, domingo, a partir das 16 horas, seguem na procissão carregados pelos pescadores da terra.

"Sem a procissão, a festa não era a mesma coisa", diz Joana Pontes, enquanto vai cuidadosamente pondo, uma à uma, as rosas vermelhas no andor. O pai, pescador devoto, vai-lhe passando as flores. Também ele andou ao mar, anos e anos no bacalhau, depois já mais perto de casa, e tantas vezes carregou o Senhor dos Navegantes.

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