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Pelo menos dez casos de covid-19 em conserveira de Vila do Conde

Pelo menos dez casos de covid-19 em conserveira de Vila do Conde

São já pelo menos dez os casos de covid-19 relacionados com a fábrica de conservas nas Caxinas, em Vila do Conde.

As autoridades de saúde estão a acompanhar o surto na Gencoal e a testar todos os que estiveram em contacto com as infetadas, entre os quais vários dos cerca de 170 trabalhadores da conserveira.

Contactada pelo JN, a gerência da Gencoal recusou prestou mais esclarecimentos. Confirmou apenas os dois primeiros casos de operárias, que conduziram, na segunda-feira, ao encerramento da linha de produção de conservas de salmão. Uma das funcionárias teria já, nessa altura, contaminado um familiar.

Fonte da Administração Regional de Saúde-Norte (ARS-Norte) confirma "a existência de casos na empresa", mas recusa divulgar números concretos. "Foram tomadas as medidas previamente definidas para estas situações, que estão a ser articuladas com a autoridade de saúde local", frisou ainda a ARS-Norte.

Vila do Conde não registava casos desde o dia 6 de junho. No boletim desta quarta-feira (correspondente aos casos detetados até à meia-noite de terça) surgiram dois novos infetados. No vizinho concelho da Póvoa, ontem foi registado um caso e hoje mais três, que estarão, também, relacionados com o surto na Gencoal.

Durante esta quarta-feira, foram-se somando novos resultados positivos relacionados com o surto na Gencoal, pelo que, amanhã, o boletim da Direção Geral da Saúde (DGS) deverá registar um novo crescimento de casos nos dois concelhos.

O JN sabe que são já, pelo menos, uma dezena os casos relacionados com a conserveira.

A Câmara de Vila do Conde já está a par da situação, tendo-se disponibilizado "para prestar o apoio necessário à administração e também aos trabalhadores", explicou fonte da autarquia.

A Gencoal é detida a 100% pela italiana General Conserve e gere a fábrica das Caxinas desde 2006. Tem cerca de 170 funcionários e produz conservas de sardinha, cavala e salmão, destinadas, na sua maioria, à exportação.

Por enquanto, a empresa continua a laborar, mas não está descartada a hipótese de, dado o aumento do número de casos, poder mesmo ter que parar a laboração.

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