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Vila do Conde

PS quer resposta para marginal em risco de ruir

PS quer resposta para marginal em risco de ruir

"O perigo é muito visível!", atira Joana Lima, olhando as pedras em falta no enrocamento da marginal de Vila do Conde. Esta segunda-feira, Joana e outros três deputados do PS na Assembleia da República visitaram o local.

A responsabilidade é da Docapesca - tutelado pelo Ministério do Mar - e os socialistas prometem "pressionar", mas, até lá, a Câmara "tinha obrigação" de agir e, salvaguardando a segurança de pessoas e bens, "pelo menos, fechar a via e interditar a praia".

"São problemas que têm que ser rapidamente resolvidos. Está em causa toda a estrutura e, pelo que aparenta, a própria marginal", continua Joana Lima. Ali, em frente à chamada Quinta do Eng. Carvalho, em pleno centro da cidade, são cerca de 800 metros, onde o enrocamento dá sinais claros de degradação. Entre a estrada e a praia, há dez metros de desnível. Há grandes pedras soltas, buracos enormes e, numa praia quase sem areal, o mar bate ali diariamente.

Há 15 dias, a presidente da Câmara, Elisa Ferraz, foi mostrar o "perigo" ao ministro do Mar. Ricardo Serrão Santos não deixou promessas. A autarca independente garante que está a exigir obras desde 2015 e já avisou: "Se vier temporal, a marginal pode não resistir". A responsabilidade é da Docapesca, mas, dali, só chega silêncio.

Agora, o PS diz que urge resolver e promete pressionar.

Os socialistas explicam ainda que, ao que consta, haverá um relatório do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) de 2019 que aponta para "perigo iminente" e aconselha o encerramento da estrada e a interdição da praia. O parecer técnico terá sido pedido pela própria Docapesca.

Dois anos depois, "a Câmara nada fez", denuncia o líder do PS de Vila do Conde, Vítor Costa, que guiou a visita da comitiva socialista.

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"Uma autarquia tem que atuar. Não basta enviar ofícios e dizer que não é competência nossa", frisa. Em última análise, enquanto responsável máxima pela Proteção Civil, Elisa Ferraz tem que zelar pela segurança de pessoas e bens e, por isso mesmo, colocar sinais de arribas instáveis e escadas de acesso à praia nessas mesmas arribas "é um contrassenso". "É negligência, no mínimo, grosseira! Se há perigo, há que tomar medidas e, se o relatório existe, a Câmara deve pugnar para que sejam cumpridas as recomendações", remata.

Estaleiros e Árvore no roteiro

Em Árvore, o PS visitou ainda o muro da marginal que, desde 2018, já caiu três vezes, levando consigo a estrada, onde há um ano que um enorme buraco impede a passagem. Agora, a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) tem previstas obras, orçadas em 1,3 milhões de euros. Os socialistas querem saber quando começam. É que, também ali, a falta de segurança não pode continuar.

A comitiva visitou ainda os estaleiros de Azurara, onde os problemas de assoreamento deixam quem ali trabalha de cabelos em pé. José Manuel Carmo, do "Samuel & Filhos" diz que há quatro metros de lodo para tirar, mas a draga nunca chega, a plataforma já não desce na totalidade e a maioria dos barcos tem que esperar a subida das águas para entrar. Também aqui haverá perguntas do PS à Docapesca.

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