Pandemia

Surto de covid-19 em lar de Vila do Conde já matou 11 idosos

Surto de covid-19 em lar de Vila do Conde já matou 11 idosos

Subiu para 11 o número de idosos que morreram na sequência do surto de covid-19 nos lares da Ordem Terceira de S. Francisco, em Vila do Conde. Ainda assim, a direção acredita que "o pior já passou".

Dos 87 infetados contabilizados no final do ano, são agora já só 37: 27 utentes e dez funcionários. As visitas continuam suspensas e todos os idosos estão isolados nos quartos.

"Julgo que já estamos a caminhar para a normalidade. Temos 27 idosos e dez funcionários infetados nos lares de S. Francisco e Santo António [ambos no edifício sede]. Dos 27 utentes, oito estão internados", explicou, ao JN, o presidente do conselho fiscal, António Justo, confirmando a morte de 11 utentes.

O surto, recorde-se, foi detetado na semana antes do Natal, após o teste positivo de uma das funcionárias. A Ordem recorreu aos testes rápidos e acelerou as medidas de isolamento, evitando "uma tragédia maior". Dos 80 utentes, 53 estavam infetados. Dos 164 funcionários, 34. Na semana entre o Natal e o Ano Novo, morreram nove utentes.

Agora, são já apenas 27 os utentes e dez os funcionários infetados. Esta semana, morreram mais dois idosos, um dos quais ontem.

"Alguns já foram recuperando e os funcionários estão a começar a regressar", frisa António Justo, admitindo que a situação, apesar de agora mais controlada, "não tem sido fácil". No pico do surto, com 34 funcionários infetados e várias dezenas em isolamento profilático, a instituição viu-se sem pessoal para assegurar o serviço. Acabaria por ser a Câmara a contratar 18 trabalhadores temporários, aos quais se juntaram mais três cedidos pela Cruz Vermelha.

A somar aos problemas "logísticos", frisa, os idosos "estão cansados, fartos de estar fechados nos quartos" - onde passaram, sozinhos, o Natal e o Ano Novo - e "sem visitas".

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Dos cinco lares da instituição, apenas S. Francisco e Santo António registaram casos. S. Clara e S. Domingos (dois lares mais pequenos nas imediações do edifício sede) e S. João (em Azurara) não registaram, até agora, qualquer infetado.

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