Protesto

Trabalhadores da DS Smith em greve por aumentos salariais

Trabalhadores da DS Smith em greve por aumentos salariais

Os trabalhadores da DS Smith Embalagens iniciaram, esta sexta-feira, uma greve que se prolonga até à próxima segunda-feira. Reclamam aumentos salariais e querem igualdade de direitos para os trabalhadores contratados depois de 2010.

Nas três fábricas da empresa de produção de embalagens de cartão em Guilhabreu (Vila do Conde), Marrazes (Leiria) e Albarraque (Sintra) trabalham cerca de 300 pessoas. A greve, diz o SITE-Norte (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte), parou a produção.

"Os trabalhadores propuseram um aumento salarial de 90 euros. Ao longo das reuniões com a empresa, foram descendo até aos 50 euros, mas a empresa propõe aumentos de 10 euros até aos 870 euros e, acima disso, aumentos zero. Os trabalhadores não aceitam", afirmou, ao JN, João Victória, do SITE-Norte.

Quem trabalha na DS Smith diz que, com a pandemia e o aumento das vendas online, a produção de embalagens cresceu ainda mais, obrigando a horas extras e trabalho acrescido para acabar encomendas. "Os clientes cresceram, a faturação cresceu, mas os trabalhadores não foram compensados", frisa.

Protestam ainda, diz o dirigente sindical, pela diferença de tratamento: "Os trabalhadores admitidos depois de 2010 têm menos direitos, em termos de diuturnidades, subsídios de alimentação e de turno".

João Victória afirma que houve "sete reuniões" com a administração da DS Smith, mas sem nunca haver cedências por parte da empresa, que faz parte do grupo líder europeu no fabrico de embalagens por medida, que tem mais de 32 mil trabalhadores em 37 países.

A greve começou hoje. Amanhã e domingo há greve ao trabalho extraordinário e, na segunda-feira, mais um dia de greve.

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