Caxinas

Tripulante de veleiro encalhado "estava nu, sentadinho no muro, aos gritos"

Tripulante de veleiro encalhado "estava nu, sentadinho no muro, aos gritos"

Foram os gritos do sueco, de 67 anos, que alertaram Fernando Senra. Eram 2.50 horas. O veleiro em que viajava, sozinho, encalhou na praia das Caxinas, em Vila do Conde. Uma vizinha deu-lhe um cobertor e um café. Chamaram as autoridades. O "solitário" vinha do Funchal (Madeira) com destino à Corunha. Ainda sem que se tenha percebido porquê, acabou por ir parar à praia.

"Estava nu, sentadinho no muro, aos gritos", contou, ao JN, Fernando Senra. O condutor do veleiro saiu do barco pelo próprio pé. Fernando e uma vizinha, que moram ali mesmo em frente, foram socorrer o homem.

O barco, um veleiro de 12 metros, de bandeira sueca, estava no meio do areal, numa zona de rochas, junto ao antigo farol da praia das Caxinas.

"Terá sido uma distração, um acidente", explicou, ao JN, o comandante da capitania de Vila do Conde, Marques Coelho. O condutor e dono do veleiro, apercebendo-se do acidente iminente, tirou a roupa e saltou para a água. Está, agora, no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde. Tem apenas ferimentos ligeiros.

Ao que a Marinha já conseguiu apurar, aquando do acidente, o homem estaria a navegar há 11 horas seguidas. Vinha do Funchal e tinha como destino a Corunha, onde ia fazer uma paragem para abastecer e descansar, para rumar, depois, à Suécia.

A presença do barco, no meio do areal, depressa provocou um ajuntamento de pessoas na marginal das Caxinas, obrigando a PSP a intervir no sentido de encaminhar os curiosos para casa e lembrar-lhes do dever de isolamento social.

Agora, haverá que retirar o veleiro da praia. A operação, explicou Marques Coelho, terá que ser feita por terra, com recurso a uma grua, tentando, assim, minimizar os danos na embarcação, que, apesar do acidente, está praticamente intacta.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG