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Vila do Conde: oposição quer saber onde está o resultado da auditoria

Vila do Conde: oposição quer saber onde está o resultado da auditoria

A oposição quer saber o que concluiu a auditoria às contas da Câmara de Vila do Conde. PSD e NAU lamentam que, um ano depois de o PS ter acusado o movimento independente da ex-presidente Elisa Ferraz de ter deixado um "buraco" de 13 milhões de euros, nada se saiba. Vítor Costa diz que, a seu tempo, tudo se saberá e "sem grandes surpresas".

"Até hoje, um ano após as eleições, a auditoria contratada e cujo prazo de conclusão terminou há mais de 30 dias, continua na neblina da acusação sem a transparência final que o tema exige", afirmou Alexandre Raposo, do PSD.

"Todo o ruído gerado visou apenas e só manchar o bom nome do executivo anterior?", questiona João Paulo Maricato, do movimento NAU, lembrando que, afinal, as contas municipais de 2021 foram "certificadas, sem reservas" e o contrato de prestação de serviços para a realização da auditoria só foi celebrado cinco meses depois, "a 6 de abril". Marta Simães, da NAU, acusa ainda Vítor Costa de "muitas promessas" e "zero medidas cumpridas" no primeiro ano de mandato.

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"Será conhecido o resultado quando a auditoria terminar. É algo que ainda está a decorrer", explicou o presidente da Câmara, Vítor Costa, que, "a seu tempo", promete divulgar os resultados. João Fonseca, do PS, lembra as negociações já concluídas para baixar em 35% preço da água (embora o novo tarifário ainda não tenha entrado em vigor) e o cheque-creche e o cheque-educação, como duas das mais impactantes medidas do primeiro ano de mandato.

Recorde-se que, em dezembro de 2021, Vítor Costa anunciou que ia pedir uma auditoria externa às contas do município. Acusava o executivo de Elisa Ferraz de ter deixado um "buraco" de treze milhões de euros. Denunciava, num documento assinado também pelo diretor financeiro, Nuno Castro, "receitas empoladas", "previsão de fundos comunitários sete milhões acima do real" e inscrição de obras "sem sustentabilidade efetiva". Na altura, Elisa Ferraz dizia serem tudo "mentiras", "má-fé" e "uma estratégia de maldizer", garantindo não ter deixado "uma única fatura por pagar".

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