Tribunal

Arquivado processo em que Eduardo Vítor Rodrigues era acusado de "autoplágio"

Marta Neves

Eduardo Vítor Rodrigues agradeceu "solidariedade" de todos que lhe manifestaram "apreço"

Foto Igor Martins/global Imagens

Foi arquivado o processo em que Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, era acusado de "autoplágio" da tese de doutoramento, defendida em abril de 2006.

O Conselho Científico da Faculdade de Letras da Universidade do Porto deliberou esta quinta-feira arquivar o processo, após reanálise do mesmo e parecer jurídico da Reitoria. É o próprio Eduardo Vítor Rodrigues que faz saber a decisão, através de uma publicação na sua página do Facebook, publicada esta sexta-feira.

O autarca não tem dúvidas que a "cobarde denúncia anónima", em plena campanha eleitoral, tinha "óbvias motivações políticas", desabafando, ainda assim, que foi "assolado por um terramoto pessoal". "Ninguém supõe o quanto isto me incomodou, mesmo sabendo de onde vinha o lodo", referiu.

Não invocando "anonimatos, incompatibilidades ou psicopatas", o presidente da Câmara de Gaia salienta que o mais importante é restabelecer "a dignidade que sempre defendi e que agora é reafirmada, a lisura dos comportamentos que sempre tentei prosseguir, a honestidade intelectual posta em todas as coisas que fiz e que faço".

Eduardo Vítor Rodrigues termina o texto a a agradecer a "solidariedade" de todos que lhe manifestaram "apreço" no momento de "tentativa de homicídio pessoal e político".

"Não precisei de contar com este arquivamento para o resultado eleitoral, porque as pessoas confiaram em mim desde o início e souberam separar o trigo do joio. Não tiveram razões para se arrependerem", concluiu.