Vila Nova de Gaia

Gaia vai pagar mais de metade do custo da nova ponte sobre o Douro

Marta Neves

Nova ponte ficará a montante da ponte Luís I, entre as pontes do Freixo e de S. João

Foto José Carmo/global Imagens

No Executivo de Gaia, presidido por Eduardo Vítor Rodrigues, bastou apenas meia hora para ser aprovada por unanimidade o lançamento do concurso público para a conceção e construção da nova ponte D. António Francisco dos Santos sobre o ​​​​​​​rio Douro, com este Município a assumir 60% do valor total da obra, cerca de 22 milhões de euros.

Motivo pelo qual o vereador do PSD, Cancela Moura, mostrou estar em desacordo: "Ambos os municípios retiram vantagens iguais com a reciprocidade do atravessamento, razão pela qual entendemos não fazer sentido esta desigualdade na repartição de encargos".

Ainda assim, o PSD concedeu "o benefício da dúvida" e acabou por votar favoravelmente a empreitada, "por se tratar de um investimento estruturante para o concelho".

Questionado pelo JN, Eduardo Vítor Rodrigues respondeu que "as propostas para arranque de obra deverão chegar no início do próximo ano", comentando ainda que a alteração de preços da travessia - há um ano o valor estava fixado nos 29 milhões de euros e agora é de 36,9 milhões - "não foi uma derrapagem, houve sim o aproveitamento de um momento".

E explicou: "Tínhamos bem definido o que era para dividir pelos dois municípios. Mas do lado de Gaia , tínhamos duas alternativas: ou a ponte saía do tabuleiro, baixava à cota baixa, entrava pela Rua do Areinho e ligava à malha urbana viária local, ou então aproveitávamos a ponte para criar uma nova via de ligação, com uma nova regeneração urbana, e uma nova requalificação daquele território. É evidente que a partir do momento que abdicamos da solução minimalista que era encaixar a ponte na rede existente, o preço sobe, mas não é o preço da ponte que sobe, são as novas opções que o fazem subir".

No lado de Gaia, os acessos implicam uma nova rotunda, vias de ligação a outra já existente e um viaduto elevado até à VL9.

De resto, o investimento deste projeto será distribuído "por três ou quatro orçamentos municipais", referiu o autarca.

Já sobre a eventual candidatura a fundos comunitários, Eduardo Vítor Rodrigues foi perentório: "Não é uma obra que dependa disso, mas se abrir alguma linha de financiamento claro que vamos concorrer".