Vila Nova de Gaia

Apelos nas missas ao protesto

Apelos nas missas ao protesto

Nas missas de hoje, domingo, serão lidos avisos a convocar a população servida pelas Finanças dos Carvalhos para comparecer, quarta-feira,num protesto contra o fecho da repartição. A Câmara propõeao Governo que encerre, em alternativa, uma das repartições do centro.

No adro das igrejas e capelas, no final da eucaristia, estarão também pessoas a entregar panfletos, apelando à população para que marque presença numa acção de protesto, às 11 horas de quarta-feira, no Largo de França Borges, nos Carvalhos (Pedroso), em plena manhã de feira.

Nas nove juntas de freguesia servidas pela repartição de Finanças Gaia 3, com fecho anunciado para o final do ano, também foram afixados apelos à manifestação.

Quem seguramente lá estará é o presidente da Junta de Pedroso, António Tavares. "O encerramento da repartição de Finanças dos Carvalhos é uma medida com falta de bom senso porque essa repartição abrange 82 quilómetros quadrados, que é metade do território de Vila Nova de Gaia. Essa área é muito maior de que muitos concelhos do país", diz, lembrando os 100 mil utentes servidos por aquele serviço do Estado.

Estes e outros argumentos serão apontados ao Ministério das Finanças pela Câmara Municipal de Gaia, que amanhã enviará ao ministro Teixeira dos Santos uma carta, sugerindo que, em alternativa aos Carvalhos, seja encerrada uma das três repartições situadas no centro da cidade.

"O concelho de Gaia tem 170 quilómetros quadrados e não tem um serviço de transportes públicos igual ao do Porto, por exemplo. Será muito penoso para a população vir à sede do concelho, à Avenida da República, resolver as suas questões fiscais", avançou ao JN o vice-presidente da Câmara Municipal, Marco António Costa. "Mantinha-se, assim, a poupança de recursos que o Ministério procura", referiu, acrescentando estar o município disposto a colaborar na solução.

O fecho da repartição dos Carvalhos já foi anunciado há ano e meio, na perspectiva da abertura de uma Loja do Cidadão no Arrábidashopping. Mesmo abrindo esse balcão, as queixas seriam as mesmas, já que a falta de transportes e o impacto no comércio local  se manteriam.

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Todavia, nada se sabe sobre essa Loja do Cidadão. "Não sabemos o ponto da situação, uma vez que foi um assunto que não teve evolução", disse Marco António Costa.

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