Vila Nova de Gaia

Câmara de Gaia adia debate sobre acolhimento da ES.Col.A

Câmara de Gaia adia debate sobre acolhimento da ES.Col.A

A câmara de Gaia adiou, esta segunda-feira, para a reunião de quarta feira o debate sobre o possível acolhimento naquele concelho do movimento ES.Col.A, que foi despejado da escola da Fontinha, no Porto.

A decisão de adiar deve-se à realização, esta segunda-feira à noite, da Assembleia Municipal do Porto, onde o assunto pode ser tratado, pelo que a câmara de Gaia quer assim "esgotar todas as tentativas" para manter a escola na Fontinha, disse, esta segunda-feira, o vice-presidente, Firmino Pereira, na reunião de câmara.

Na reunião extraordinária da passada semana em Gaia, o vereador socialista Eduardo Vítor sugeriu que a Câmara aceitasse discutir em breve uma proposta que visa resgatar o Es.Col.A ao Porto.

O vereador mostrou-se então confiante de que a maioria PSD irá disponibilizar um local no eixo Centro Histórico-Afurada para o movimento ES.Col.A.

No final da reunião, Eduardo Vítor afirmou aos jornalistas que o presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes, "aceitou discutir a proposta" do PS na reunião do executivo marcada para esta segunda-feira.

Porém, no dia seguinte Menezes admitiu ser difícil aprovar a proposta do PS que visa acolher o movimento Es.Col.A naquele concelho.

"Eu não conheço bem a situação, não conheço bem a instituição e não quero antecipar decisões, mas, em Gaia, temos muitas instituições em lista de espera para terem acesso a instalações. Admito que não possa ser fácil vir a dar uma resposta positiva ao argumento do PS, mas primeiro quero ouvir", afirmou então.

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A Câmara do Porto ordenou a 19 de março o despejo do movimento daquela antiga escola primária, adiantando que estava disponível para permitir a ocupação da Es.Col.A apenas até ao fim de junho, desde que fosse formalizado um contrato de cedência e o pagamento de uma renda simbólica de 30 euros.

Foi perante "a incompreensível recusa do grupo em aceitar estas condições mínimas exigidas por lei" e "aplicadas a qualquer cidadão ou instituição" que se procedeu ao despejo coercivo, explicou a autarquia, em comunicado.

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