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Câmara de Gaia quer bolsas de estacionamento para médicos e professores

Câmara de Gaia quer bolsas de estacionamento para médicos e professores

A Câmara de Gaia quer criar bolsas de estacionamento para grupos concretos como professores ou utentes de centros de saúde e um cartão para comerciantes para que tenham os mesmos benefícios dos moradores

Estas são algumas das novidades do Regulamento Municipal de Estacionamento de Veículos em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, projeto que será discutido em reunião de câmara na segunda-feira.

"Para mim é altamente decisivo que os comerciantes tenham um cartão com os mesmos benefícios dos moradores e, ao mesmo tempo, que haja bolsas que permitam a criação de estruturas de estacionamento para alguns grupos concretos", explicou o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.

Concretamente no que se refere às bolsas de estacionamento, o autarca exemplificou que se trata de espaços que, na proximidade de escolas, poderão destinar-se a professores. Já na proximidade de centros de saúde, destinar-se-ão a utentes e médicos, por exemplo.

Quanto ao cartão de comerciantes, este equivale ao que atualmente já existe no concelho nortenho para moradores: "Os moradores pagam 15 euros por ano para terem um cartão que lhes permite estacionar sem pôr a moedinha [pagar parquímetro]. Para os comerciantes será o mesmo", referiu Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca acrescentou que em causa está "ter uma agilização maior com cartões temáticos que permitam o estacionamento a baixo custo".

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"Neste momento paga a mesma taxa um comerciante que abre o seu negócio às 8 horas e fecha às 19 horas e o morador que lá vai cortar o cabelo durante meia hora. A discriminação positiva que já foi feita aos moradores tem de ser feita aos comerciantes", defendeu, considerando a "solução muito boa porque dinamiza o comércio".

O autarca também acredita que o futuro cartão de comerciante, que será implementado se o regulamento sobre estacionamento for aprovado na próxima reunião de vereação, "ajudará a criar alguma motivação aos comerciantes", pois "reconhecerão estar a ser beneficiados numa altura de crise", disse Vítor Rodrigues.

Já na proposta que irá a votação lê-se que a criação do cartão de comerciante é "uma medida de claro incentivo ao pequeno comércio local especificamente dirigida aos titulares de estacionamentos comerciais situados em ZEDL [Zonas de Estacionamento de Duração Limitada] que não possuam alternativa de estacionamento para os veículos afetos à respetiva atividade".

O documento aponta ainda que "o respetivo impacto nas concessões de estacionamento em vigor é nulo não revelando, por isso, para efeitos de eventual reposição de equilíbrio financeiro, conforme declaração expressa nesse sentido das empresas concessionárias".

Por fim a proposta argumenta que "o regulamento acarretará ganhos assinaláveis para o Município na medida em que o mesmo permitirá optimizar a ordenação do espaço público, no domínio do estacionamento, reforçando a melhoria das condições de mobilidade na cidade".

Eduardo Vítor Rodrigues explicou a medida na quinta-feira à noite numa Assembleia Municipal, na qual um comerciante questionou o executivo PS sobre a "promessa" de criar cartões para comerciantes, tendo o autarca referido que estas introduções surgem agora depois de um "processo negocial excessivamente longo".

"Foi preciso negociar e mudar o regulamento. Há um contrato que é relativamente leonino que não é fácil de negociar. Mas nós com boa teimosia, procuramos soluções alternativas", disse o presidente da câmara.

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