Vila Nova de Gaia

Detido condutor suspeito de atropelar mortalmente menina

Detido condutor suspeito de atropelar mortalmente menina

Uma menina de nove anos morreu, sexta-feira, atropelada numa passadeira, à porta da escola, em Gaia. O condutor não prestou assistência e fugiu. Ao início da noite, a Polícia deteve um suspeito, de 25 anos.

O acidente aconteceu pelas 7.30 horas, na Rua do Fojo, quando Virgínia Azevedo se preparava para deixar Ana Catarina na escola, no último dia de aulas antes das férias de Natal. Era ainda noite e, como chovia muito e a casa fica a dois quilómetros da escola, a mãe apanhou um táxi.

De acordo com uma testemunha, que preferiu o anonimato, no momento do embate "a mãe e a criança já estavam a meio da passadeira", à porta principal da escola sede do Agrupamento D. Pedro I. "O taxista que as transportou disse que viu um carro de cor escura, que vinha da zona dos Quatro Caminhos com excesso de velocidade e que não parou", disse.

Ana Catarina, que fazia dez anos no sábado, foi atingida de lado pela viatura, tendo caído desamparada alguns metros à frente. "A mãe gritava por socorro e fui eu que chamei o 112", relatou, ao JN, a mesma pessoa. Os bombeiros de Coimbrões e o INEM chegaram pouco depois, tendo uma enfermeira prestado assistência à criança ainda no local.

"Havia muito sangue na estrada e a criança foi levada para o Hospital Santos Silva, em Gaia, em estado grave. Só há pouco soube que não tinha resistido", contou, lavada em lágrimas, a testemunha, frisando que "ainda ontem [anteontem] uma outra criança levou um toque de um carro no mesmo sítio".

O suspeito foi detido no Porto às 21.40 horas, 14 horas após o acidente, tendo sido transportado para a sede da Divisão de Investigação Criminal. Com 25 anos de idade e residente no Porto, o suspeito não ofereceu resistência, adiantou fonte da PSP. A ação rápida da polícia foi possível graças a uma testemunha, que ajudou a identificar o carro.

"Meninos perturbados"

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Os pais e o diretor da escola, António Duarte Furtado, alertavam para a necessidade de "mais meios dissuasores de velocidade". No local só há uma placa informativa de passadeira com avisos luminosos.

A meio da manhã a professora de Português contou à turma de Ana Catarina (5.E) o trágico acidente. "Os meninos ficaram muito perturbados", referiu, ao JN, António Duarte Fortunato, que disponibilizou uma psicóloga e uma animadora para acompanhar as crianças.

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