Gaia

Direção do Património veda sítio arqueológico no recinto do Marés Vivas

Direção do Património veda sítio arqueológico no recinto do Marés Vivas

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) vedou e interditou o sítio arqueológico situado no interior do recinto onde vai realizar-se o Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, local que será vigiado "em permanência" por seguranças.

"Pese embora a tutela do património cultural não tenha emitido parecer prévio sobre a realização da iniciativa no local", a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) está a acompanhar a situação.

Na mesma resposta à Lusa, esta entidade conta que, "após alerta", técnicos da Direção Regional de Cultura do Norte e do município de Gaia visitaram na sexta-feira o local "tendo sido determinada a vedação do sítio arqueológico com baias metálicas e sinalização de 'interdita a passagem'".

"A área arqueológica encontra-se implantada junto ao muro do parque de campismo [da Madalena], numa área que não vai ser usada para o festival e onde irão estar seguranças em permanência, para evitar a transposição ilícita do muro e o acesso ao recinto dos concertos", lê-se na resposta.

O MEO Marés Vivas, festival agendado para 15 a 17 de julho com Bryan Adams, Maluma e Anitta como cabeças de cartaz, vai realizar-se no antigo parque de campismo da Madalena, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, local onde está identificada uma estação paleolítica com vestígios arqueológicos "com pelo menos mais de 300 mil anos".

O Marés Vivas vai realizar-se após dois anos de interregno devido à pandemia da covid-19.

PUB

O espaço onde vai realizar-se este ano é, de acordo com um comunicado divulgado a 21 de junho pela promotora do evento a PEV Entertainment, cinco vezes maior do que o anterior recinto.

Trata-se de um espaço que atualmente pertence ao Fundo Especial de Investimento Fechado Gaia Douro na freguesia da Madalena e para o qual está projetada a construção de um parque tecnológico.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG