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Eduardo Vítor acredita que El Corte Inglés no Porto não vai prejudicar loja em Gaia

Eduardo Vítor acredita que El Corte Inglés no Porto não vai prejudicar loja em Gaia

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia considerou esta quinta-feira que, se vier a existir um novo El Corte Inglés na cidade do Porto, como já existe no seu concelho, nenhuma das lojas ficará "prejudicada", podendo ser "complementares".

Em declarações à agência Lusa, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues frisou que "o El Corte Inglés tem tido um enorme sucesso em Gaia", porque "conseguiu a criação de um público próprio".

"Uma nova abertura só poderá reforçar a presença do grupo e a complementaridade das lojas, sem prejuízo para nenhuma e ajudando, aliás, a alavancar a economia local. A Câmara de Gaia mantém contactos regulares com os agentes locais e testemunha os bons resultados e o entusiasmo do grupo em Vila Nova de Gaia", referiu o autarca.

Em outubro de 2003, a Lusa noticiava que a empresa espanhola negociou durante mais de dois anos com a Câmara do Porto, à data liderada por Rui Rio, a sua instalação na cidade, mas não foi possível chegar a acordo sobre a localização exata.

A empresa pretendia construir a sua megaloja no terreno da antiga estação ferroviária da Boavista, junto à Rotunda da Boavista e à Casa da Música, enquanto a autarquia queria localizar o El Corte Inglés na Baixa.

Ante o impasse, que durava há meses, a empresa espanhola optou por escolher Vila Nova de Gaia, depois de "largos meses de negociações".

Aquela que foi a segunda loja a nível nacional da cadeia El Corte Inglés abriu na Avenida da República, no centro de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, a 19 de maio de 2006.

À época foi anunciado que a loja arrancou com 1.900 postos de trabalho e com previsões de ter como potenciais clientes cerca de 2,5 milhões de pessoas.

O investimento da empresa de retalho espanhola foi de 215 milhões de euros.

Já em julho do ano passado, foi anunciado que o projeto do El Corte Inglés para a Boavista, no centro do Porto, nos terrenos da antiga estação ferroviário, iria ser retomado, 16 anos depois de a empresa ter decidido instalar-se em Gaia.

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