Autarquias

Eduardo Vítor Rodrigues é recandidato a presidente da Área Metropolitana do Porto

Eduardo Vítor Rodrigues é recandidato a presidente da Área Metropolitana do Porto

Eduardo Vitor Rodrigues é de novo o candidato do PS à presidência de Área Metropolitana do Porto (AMP), para onde quer o reforço do transporte público e uma maior intervenção em matéria de gestão dos fundos comunitários.

A decisão foi confirmada à Lusa pelo autarca, que indicou que a sua recandidatura mereceu, na reunião partidária decorrida este sábado de manhã, o apoio da totalidade dos autarcas socialistas dos distritos do Porto e de Aveiro.

Salientando que havia da sua parte uma predisposição para voltar a assumir a presidência da AMP, e que o convite até já tinha sido feito pelo secretário-geral do partido, António Costa, Eduardo Vítor Rodrigues, que liderou este órgão no último mandato, assume que o seu plano de ação é um de continuidade e reforço, nomeadamente na questão dos transportes.

Nesta matéria, o também presidente da Câmara de Gaia considera "central" avançar com a criação da empresa metropolitana de transportes, discussão que foi lançada já numa fase final do mandato autárquico e que acabou por não se fazer, até porque "havia autarcas de saída".

Neste âmbito há ainda por concluir o concurso internacional para o transporte na AMP, que se "arrasta desde 2019" e que aguarda a conclusão do estudo económico, prevista para final de novembro. Este assunto, acrescentou Eduardo Vítor Rodrigues, que será retomado logo no início do mandato.

Por outro lado, em cima da mesa estarão também, a partir de 31 março, as questões descentralização designadamente nas áreas da habitação, ação social, proteção civil, e a videovigilância florestal.

Os fundos comunitários são também prioridade num Conselho Metropolitano liderado por Eduardo Vitor Rodrigues que assume que os próximos quatro anos serão decisivos.

PUB

"Não é só o quadro comunitário que está a acabar, o que vai começar, ou a bazuca, são muitos desafios ao mesmo tempo e eu tenho a esperança de que nós possamos fazer algo mais do que a gestão do quadro comunitários existente e possamos ter um braço armado em Bruxelas porque há muito dinheiro que é gerido diretamente e que nos escapa", observou.

Quanto à Comissão Executiva, liderada até agora por Mário Rui Soares, primeiro-secretário, o autarca adiantou que vai haver mudanças, assumindo como praticamente certas as saídas deste elemento e de Lino Ferreira, também elemento daquele órgão, que já tinha inclusivamente manifestado essa vontade.

"Penso ser evidente quer o engenheiro Mário Rui, quer o doutor Lino Ferreira sairão, julgo até por questões de reforma, mas haverá com certeza um refrescamento se não for total será parcial", disse, salientando que, nesta fase, mais do que as pessoas, importa refletir sobre a necessidade de ter outras áreas de competência.

Em junho, o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, acusou a Comissão Executiva da Área Metropolitana do Porto de "perseguição", alegando que aquele órgão teve de encontrar um "bode expiatório" para os erros "graves" que cometeu no concurso de transportes.

À data, o autarca comentava a posição da Comissão Executiva que, na reunião daquele órgão, disse estar indisponível para assinar o contrato para concessão dos transportes na Área Metropolitana do Porto (AMP), depois de o autarca de Gondomar recusar deliberar a assunção de quaisquer encargos no valor de 933 mil euros/ano.

Na ocasião, dizendo-se de consciência tranquila, Marco Martins considerou que, com esta decisão, Gondomar pode, quando muito, colocar em causa o lote no qual está integrado e que é também composto pelos municípios de Paredes, Valongo e São Tirso.

Assegurou ainda que a Câmara de Gondomar estará cá para resolver o que advir do concurso público e deixou a garantia de que "ninguém vai ficar prejudicado".

A votação para eleger o novo presidente da AMP acontece dia 5 de novembro, por voto secreto.

A direção do Conselho Metropolitano é constituída por um presidente e dois vice-presidentes. Neste mandato, Eduardo Vítor Rodrigues, tinha a seu lado o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, e a presidente da Câmara de Arouca, Margarida Maria de Sousa Correia Belém.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG