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Gaia constrói rede de parques temáticos

Gaia constrói rede de parques temáticos

Maioria dos 12 parques terá nome de personagens infantis e vão custar acima de seis milhões. Ficarão em jardins existentes, que serão adaptados.

Nos próximos anos, Gaia vai ter uma rede de 12 parques temáticos espalhados pelos jardins do município, num valor superior a seis milhões de euros, quase todos com nomes de personagens do imaginário infantil. Depois de amanhã, vai ser votada a proposta do concurso do primeiro a avançar, que ficará no parque da Lavandeira e será dedicado ao tema "A Volta ao Mundo em 80 Dias".

A escolha dos nomes já tinha sido explicada por Eduardo Vítor Rodrigues: "Poderiam perguntar "porque não o Mickey ou outro?". A escolha dos bonequinhos está muito cingida a não pagarmos balúrdios de direitos de autor".

"É um investimento significativo, mas permite-nos ter um percurso de parques temáticos, criar uma atração e requalificar espaços que necessitam", disse ainda, há dois anos, quando apresentou a construção de outros dois: O Pinóquio e a Abelha Maia (que tiveram cada um apenas um concorrente cuja proposta não correspondeu ao pedido, tendo obrigado a uma revisão orçamental e dos projetos por adaptação às novas condicionantes dos terrenos e envolvente). Os novos concursos serão lançados em outubro.

Relativamente à escolha de Pinóquio, que ficará no jardim de Soares dos Reis, a Câmara justificou tratar-se de "um boneco de madeira, sem sentimentos, que começa a valorizar o que é supérfluo, em detrimento da educação, uma dicotomia entre o saber e a luxúria, acabando por perceber que os valores e a cultura criam alicerces mais sólidos". No caso da Abelha Maia, no Candal, para a autarquia "o intuito é constituir uma colmeia e passar a mensagem que trabalhar em grupo é o mais importante para a comunidade".

A autarquia chama a atenção que "todos os parques contarão a história através de uma narrativa própria de cada um dos temas, quer através dos equipamentos lúdicos e escultóricos escolhidos, quer através do mobiliário urbano e da vegetação" e que o objetivo é "deixar uma moral, despertando a curiosidade dos espectadores quer para a leitura das histórias ou temas, assim como para "extrair em termos de ensinamentos de cada história".

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