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Guardiãs da linha são as últimas de uma geração

Guardiãs da linha são as últimas de uma geração

Requalificação da ferrovia entre Gaia e Espinho eliminará todas as passagens de nível. Vigilantes vão desaparecer após anos de histórias.

Quando se apresentou ao serviço, há 40 anos, Irene Leitão mal sabia para que servia "a corneta, a caixa de petardos e a bandeira" que lhe deram para as mãos. O pai, que sempre trabalhou na ferrovia, foi alimentando a paixão pelos comboios que, já na altura, nascia tímida entre as costuras de Irene. Foi esse "gosto" que a manteve até aos 63 anos junto à linha do comboio, numa profissão que a obriga a fazer mais de uma centena de quilómetros todos os dias.

A guarda de passagem de nível da Rua das Moutadas, em Gulpilhares, Gaia, faz parte da última geração de trabalhadoras do setor. Na Linha do Norte restam 37 mulheres e cinco homens, que se distribuem pelas dez passagens que ainda têm guarda. Após a requalificação do troço entre Gaia e Espinho, cujo arranque dos trabalhos está para breve, todos os atravessamentos serão eliminados e a profissão desaparecerá.

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