Vila Nova de Gaia

Câmara de Gaia garante que consumidor não sentirá aumento da água em 2018

Câmara de Gaia garante que consumidor não sentirá aumento da água em 2018

A Câmara de Vila Nova de Gaia garantiu, esta quarta-feira, que o consumidor não terá qualquer impacto na fatura da água e saneamento em 2018, ainda que isso obrigue a autarquia e a empresa do setor a "incorporarem o aumento".

Esta será uma das propostas a ratificar segunda-feira em reunião de câmara, uma das últimas com o executivo eleito em 2013 e antes da tomada de posse, ainda sem data, do presidente Eduardo Vítor Rodrigues que domingo foi reeleito para um segundo mandato.

Em declarações à agência Lusa, o autarca - segundo o qual "há formalidades que tornam a reunião obrigatória" - explicou que "o preço da água aumenta de acordo com a taxa de inflação".

Essa situação está "estabelecida no normativo das Águas de Douro e Paiva", ao que acresce o facto da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) ter "imputado novos custos ao valor da fatura", mas garantiu que "o cidadão não sentirá o aumento".

"Para o consumidor, as taxas são exatamente as mesmas, o que até significa uma redução de taxas. A Águas de Gaia está a incorporar o aumento que está a ser imputado. Para nós pode haver um impacto um bocadinho maior ou um bocadinho menor, em função dos consumos, mas, estou convencido, fruto do estudo que temos, que o impacto vai ser de 700 mil euros", disse Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca descreveu que esta operação é possível porque do ponto de vista financeiro "a câmara está mais tranquila".

"E achamos que não temos de imputar ao cidadão um aumento. Não conseguimos reduzir a taxa, mas ao não aumentar, imputando o custo a nós próprios, estamos a reduzir", disse Eduardo Vítor Rodrigues, a propósito de um tema que será levado a reunião de câmara na próxima segunda-feira.

Na mesma sessão, também será levado para conhecimento o relatório do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto que dá conta de que a Câmara de Gaia desiste da ação que colocou contra o Ministério da Economia, no âmbito do processo de gestão da ponte do Infante, que estabelece a travessia entre este concelho e o do Porto.

A 30 de dezembro do ano passado foi assinado um memorando de entendimento entre as duas Câmaras e a Infraestruturas de Portugal (IP), circunstância que levou a Gaia o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

"O atual Ministério do Planeamento assume a gestão e manutenção da ponte e fica a cargo das câmaras apenas o tabuleiro. Chegamos a um acordo e não fazia sentido continuar com a ação judicial", resumiu, à Lusa, o autarca de Gaia.

Na segunda-feira também será analisado um protocolo a assinar entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e os Bombeiros Sapadores de Gaia, o qual visa a criação de um posto de emergência médica suplementar no concelho.

Será ainda discutido um acordo de parceria entre a câmara e o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), estando em causa criar unidades que permitam fazer apoio domiciliário, mas o autarca acredita que "na realidade, também serão servidas pessoas de unidades de cuidados continuados e paliativos".